A prevenção ainda é o melhor remédio, principalmente, para o caso das hepatites virais, conhecidas como doenças silenciosas, que só podem ser detectadas por meio de exames de amostras de sangue. Diante dessa realidade, o Serviço de Assistência Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA/SAE, da Secretaria Municipal de Saúde de Alta Floresta, realizou nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, uma capacitação aos servidores da rede de Atenção Básica dos municípios que compõe a região do Alto Tapajós.
Conduzida pela enfermeira e coordenadora do CTA/SAE, Emiliana Batista, o matriciamento das hepatites virais se faz necessário para a atualização dos profissionais, a partir de 2021 começou a ser feito o diagnóstico, monitoramento e tratamento das hepatites virais na atenção básica. “Estamos fazendo novamente esse treinamento porque entram profissionais novos na rede e a gente entende a necessidade de estar reciclando esses profissionais e orientando o funcionamento do serviço para poder melhor atender a população”, pontuou Batista.
Há alguns anos, o paciente de hepatites virais, dos tipos B e C, precisava ir à Cuiabá para fazer todo um processo de alto custo, a coordenadora explica que o processo demorava em torno de seis meses entre a consulta e a liberação da medicação, atualmente em cerca de 40 dias todos os exames ficam prontos, desde a consulta e medicação ao paciente.
Hepatites virais
A hepatite é a inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus ou outras situações como o uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, doenças metabólicas e genéticas ou doenças autoimunes. Quando surge, apresenta sintomas como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
De acordo com a coordenadora, a pessoa pode ter o contágio da doença por meio do sangue contaminado ou relações sexuais.
Apoio matricial na atenção básica
Matriciamento ou apoio matricial é um novo modo de produzir saúde em que duas ou mais equipes, num processo de construção compartilhada criam uma proposta de intervenção pedagógico-terapêutica. Essa proposta visa integrar os profissionais da equipe de saúde da família com profissionais especialistas de forma que os primeiros tenham um suporte para a discussão de casos e intervenções terapêuticas. O matriciamento visa transformar a lógica tradicional dos sistemas de saúde: encaminhamentos, referências e contrarreferências, protocolos e centros de regulação, por meio de ações mais horizontais que integrem os componentes e seus saberes nos diferentes níveis de assistência (CHIAVERINI, 2011).





