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Oito municípios de MT já registram surto conjuntivite

Oito municípios de MT já registram surto conjuntivite

Oito municípios de MT já registram surto conjuntivite

A Secretaria de Estado de Saúde confirmou que oito municípios de Mato Grosso já registraram surto de conjuntivite. Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Tangará da Serra, Juína, Juscimeira, Rondonópolis e Juara foram as cidades que comunicaram o surto junto a secretaria estadual. 

Mas, os números segundo a pasta, podem ser ainda maiores, uma vez que no caso da conjuntivite a notificação não é compulsória, cabe aos municípios fazerem ao alerta. “A Vigilância alerta que a partir de três casos registrados é considerado surto com vínculo epidemiológico, ou seja, que pode atingir outras pessoas do mesmo convívio da pessoa que está doente”, confirma a SES. 

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Cuiabá e Várzea Grande são as cidades com mais casos, somando mais de mil registrados – os números também podem ser maiores já que muitas pessoas não buscam unidades de saúde. Na Capital a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que já são 223 casos notificados, podendo chegar a 400 até o dia 31. Na cidade de Várzea Grande os números já ultrapassam 700 segundo a vigilância epidemiológica. 

A gerente da vigilância epidemiológica em Várzea Grande, Relva Cristina Teixeira afirma que os casos foram aumentando principalmente este mês e podem ser maiores. “Fomos pegos desprevenidos, mas já estamos tomando medidas para amenizar a situação”, confirma. 

A conjuntivite é contagiosa e costuma durar entre uma e duas semanas. Os principais sintomas são: olhos vermelhos, coceira, pálpebras inchadas, secreção, visão borrada e sensação de areia nos olhos. Essa foi a sensação que Jandira Felfili, moradora de Várzea Grande descreveu à reportagem. Ela conta que além dela, cinco pessoas que moram com ela – filhas e netos – também tiveram a doença. “O meu olho começou a coçar e outro dia estava inchado, dolorido e não conseguia abrir. Eu acredito que peguei pelo ar, a sensação é horrível você não consegue fixar o seu olho em nada”, disse. 

Conforme a gestora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Moema Blatt a única forma de se manter longe desse mal ocular é aprendendo a identificar os sintomas e se atentar para algumas dicas simples, porém eficazes. A principal dica é a higienização das mãos com água e sabão e se possível utilizar álcool em gel a 70%. “Além disso, não coçar os olhos, usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise, não compartilhar objetos (canetas, produtos de beleza, lenços, etc), de pessoa portadora de conjuntivite, evitar contato direto com outras pessoas, não ficar em ambientes onde há bebês, não usar lentes de contato durante esse período, evitar banhos de sol e principalmente evitar luz, pois essa pode fazer com que o olho contaminado venha a doer mais”, ressaltou Moema. 

Outro cuidado é observar os sintomas como olhos avermelhados, coceira e sensação de desconforto, inchaço do olho ou pálpebra, lacrimejamento podendo haver pus, sensibilidade à luz, visão borrada, febre, dor de garganta e dores pelo corpo e olhos colados. A dica é evitar aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes e praias. A SMS ainda orienta que o primeiro passo para todo paciente com olhos vermelhos é procurar um oftalmologista para diagnóstico do quadro apresentado. Os respectivos tratamentos devem ser feitos com orientação de um médico. 

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Adequar as informações para novo texto jornal nativa news: A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), a Operação Hybris, com o objetivo de aprofundar as investigações relacionadas à suposta extração e comercialização ilegal de recursos florestais oriundos da Terra Indígena Enawene Nawe, em Mato Grosso. A ação ocorre em Nova Olímpia/MT e busca reunir novos elementos probatórios acerca dos fatos investigados. Foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal em endereço vinculado ao investigado, com a finalidade de arrecadar documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, mídias digitais e demais elementos de interesse para a investigação As apurações tiveram início após o recebimento de informações acerca da possível retirada irregular de madeira no interior da terra indígena. No decorrer das apurações, a Polícia Federal reuniu elementos que apontam para a negociação e para a comercialização de produto florestal extraído sem a devida autorização dos órgãos competentes, em área especialmente protegida e integrante do patrimônio da União. As diligências realizadas indicam que a atividade investigada pode ter causado prejuízos ambientais relevantes, além de atingir direitos assegurados às comunidades indígenas e comprometer a integridade de recursos naturais submetidos à proteção constitucional. As medidas em curso visam esclarecer a extensão dos fatos, identificar todos os envolvidos e apurar eventual obtenção de vantagem econômica decorrente da exploração irregular dos recursos florestais. No decorrer da investigação, foram identificados registros audiovisuais e outros elementos em que o investigado negocia madeira por chamadas de vídeo, circunstância que será objeto de aprofundamento.