O produtor rural José Sergio Filho, de Alta Floresta, conquistou o segundo lugar na categoria Café Natural Blend do 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso, realizado no dia 31 de outubro, em Juína. A competição reuniu produtores de mais de 16 municípios e destacou a qualidade dos cafés cultivados no estado.
A trajetória de José Sergio na cafeicultura começou em 1989, quando iniciou o plantio utilizando mudas produzidas a partir de sementes. Na época, a baixa produtividade levou o produtor a interromper a atividade por alguns anos.
Em 2018, ele decidiu retomar o cultivo, dessa vez com investimento em mudas clonais, inicialmente em uma área de meio hectare. A mudança trouxe novas perspectivas para a produção, com variedades que oferecem melhores condições de produtividade e qualidade dos grãos.
O resultado alcançado no concurso estadual agora incentiva uma nova etapa. Atualmente, José Sergio comercializa café em grãos e planeja ampliar a área cultivada para aproximadamente dois hectares, priorizando clones com características voltadas à qualidade da bebida.
“Com a chegada dos clones, começamos novamente, ainda em uma área pequena. Agora, com esse resultado no concurso, estamos pensando em ampliar a produção e trabalhar com clones mais voltados à qualidade da bebida”, destacou o produtor.
A premiação também teve destaque para outro município da região. Avelino Tiago da Silva, de Paranaíta, conquistou o primeiro lugar na mesma categoria, colocando dois produtores do norte de Mato Grosso entre os melhores colocados da competição.
O concurso foi promovido pelo Sebrae/MT, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), e contou com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
Realizado em Juína, o evento reuniu mais de 500 pessoas e teve como objetivo reconhecer a qualidade dos cafés produzidos em Mato Grosso, além de incentivar o fortalecimento da cadeia produtiva.
A conquista de José Sergio representa o reconhecimento da produção de Alta Floresta e reforça as possibilidades de crescimento da cafeicultura regional, especialmente para pequenos produtores que buscam diversificar as atividades e agregar valor à produção rural.





