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Mato Grosso representa 23,7% dos focos de calor no Brasil e lidera ranking

Mato Grosso representa 23,7% dos focos de calor no Brasil e lidera ranking

Mato Grosso representa 23,7% dos focos de calor no Brasil e lidera ranking

Até o dia 14 de julho Mato Grosso acumulou 7.865 focos de calor, o maior registro dos últimos sete anos. O volume representa 23,7% dos 33.178 focos verificados desde janeiro no Brasil, levando ao Estado liderar o ranking nacional. O período de proibitivo de queimadas no Estado começou na sexta-feira, 15 de julho, com registros de focos de calor 39% superior ao verificado no período o ano passado.

De 1º de janeiro a 14 de julho deste ano, 7.865 focos de calor foram registrados em Mato Grosso, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A quantidade constatada é considerada a maior desde 2010 para o período analisado. Em 2015, haviam sido constados 5.664 focos, enquanto em 2014 haviam sido 6.048.

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Em cerca de 15 dias, segundo o Inpe, foram verificados no Estado 1.088 focos de calor no mês de julho. O maior pico de 2016 pertence a abril, onde no mês 1.770 focos foram registrados. Na série histórica para o mês de julho a maior incidência foi constatada em 2004 quando 11.517 focos haviam sido registrados.

No último dia 12 de julho, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) lançou o ‘Plano de Combate e prevenção às queimadas 2016’ que prevê investimentos da pasta na ordem de R$ 1,3 milhão. No total os investimentos podem chegar a R$ 4 milhões aplicados entre a Sema e o Corpo de Bombeiros, através de uma estrutura de atendimento descentralizada e que conta com o apoio das 18 unidades do Corpo de Bombeiros nos municípios mais populosos, oito brigadas municipais mistas em regiões mais sensíveis ao fogo (Feliz Natal, Sinop, Cláudia, Ipiranga do Norte, Vera, Sapezal, Campo Novo dos Parecis, Aripuanã, Comodoro, Porto Esperidião) e dez bases descentralizadas que irão atender até as situações mais críticas.

O período proibitivo de queimadas em Mato Grosso vai de 15 de julho a 15 de setembro, podendo ser prorrogado.
Como o Agro Olhar destacou recentemente, o uso de fogo para limpeza e manejo em áreas é crime passível de seis meses a quatro anos de prisão, com autuações que podem variar entre R$ 7,5 mil a R$ 1 mil (pastagem e agricultura) por hectare. Já em áreas urbanas o uso de fogo para limpeza de quinta é considerado crime o ano todo.

Olhar Direto – Viviane Petroli

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Adequar as informações para novo texto jornal nativa news: A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), a Operação Hybris, com o objetivo de aprofundar as investigações relacionadas à suposta extração e comercialização ilegal de recursos florestais oriundos da Terra Indígena Enawene Nawe, em Mato Grosso. A ação ocorre em Nova Olímpia/MT e busca reunir novos elementos probatórios acerca dos fatos investigados. Foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal em endereço vinculado ao investigado, com a finalidade de arrecadar documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, mídias digitais e demais elementos de interesse para a investigação As apurações tiveram início após o recebimento de informações acerca da possível retirada irregular de madeira no interior da terra indígena. No decorrer das apurações, a Polícia Federal reuniu elementos que apontam para a negociação e para a comercialização de produto florestal extraído sem a devida autorização dos órgãos competentes, em área especialmente protegida e integrante do patrimônio da União. As diligências realizadas indicam que a atividade investigada pode ter causado prejuízos ambientais relevantes, além de atingir direitos assegurados às comunidades indígenas e comprometer a integridade de recursos naturais submetidos à proteção constitucional. As medidas em curso visam esclarecer a extensão dos fatos, identificar todos os envolvidos e apurar eventual obtenção de vantagem econômica decorrente da exploração irregular dos recursos florestais. No decorrer da investigação, foram identificados registros audiovisuais e outros elementos em que o investigado negocia madeira por chamadas de vídeo, circunstância que será objeto de aprofundamento.