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Eleitores de MT têm baixa escolaridade

Eleitores de MT têm baixa escolaridade

Eleitores de MT têm baixa escolaridade

Mais de 45% dos eleitores mato-grossenses aptos a votar em outubro não conseguiram concluir o Ensino Fundamental, possuem baixa escolaridade ou nem isso. Ao todo, 1,028 milhão de eleitores, de um universo de 2,269 milhões, estão classificados nas três seguintes faixas definidas pela Justiça Eleitoral para fins de registro: Ensino Fundamental Incompleto (29% do total), Lê e Escreve (11%) e Analfabetos (4,8%).

Os dados constam no setor de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral quanto ao grau de instrução do eleitorado de Mato Grosso. Outros 447 mil eleitores, o equivalente a 19% do total, não concluíram o Ensino Médio.

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Pouco mais de 6% possuem o Ensino Superior completo. Em números nacionais, 19,2% dos mais de 146 milhões de eleitores, segundo dados de junho deste ano, concluíram o ensino médio.

Em 2010, possuíam o mesmo grau de instrução 13% dos cidadãos de mais de 135 milhões de cadastrados.“Não há dúvidas de que quanto mais instruído mais o eleitor tem condições de analisar a conjuntura política, discernir sobre as propostas e escolher de forma qualificada o seu candidato”, afirma o professor Alfredo da Mota Menezes, para quem a baixa escolaridade pode ser um fator a ser explorado maliciosamente por determinadas campanhas.

Um exemplo são as estratégias de marketing político, que por vezes são usadas para ‘fantasiar’, fugir da realidade e distorcer fatos em prol de uma ideologia de persuasão, segundo o analista político. “Alguns marqueteiros vendem o céu na Terra”, acrescenta.

Como efeito de comparação, Menezes lembra da campanha presidencial norte-americana travada entre Bill Clinton e George Bush (o pai), que buscava se reeleger. Antes de ser eleito para o primeiro mandato, Bush prometia nas inserções de TV que jamais aumentaria impostos.

E usava um jargão: ‘leia meus lábios’. Clinton, então, usou essas imagens na campanha, sempre explicando em seguida que Bush havia descumprido a promessa e aumentado os tributos.

A estratégia foi decisiva para a vitória de Clinton. “Aqui no Brasil provavelmente isso não teria tanto peso, não seria um fato a desiquilibrar uma disputa”, aponta o professor. Ainda assim, Menezes argumenta que houve uma óbvia evolução na qualidade do voto no país, na época em que vigorava o chamado ‘voto de cabresto’, em que a cédula de papel muitas vezes já chegava ao eleitor com o nome do candidato ‘escolhido’ grifado.

Fonte: Gazeta

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