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CRM proíbe atuação de médico suspeito de duplo homicídio em Peixoto

CRM proíbe atuação de médico suspeito de duplo homicídio em Peixoto

INTERDIÇÃO CAUTELAR

CRM proíbe atuação de médico suspeito de duplo homicídio em Peixoto

Bruno Gemilaki Dal Poz é um dos suspeitos de matar duas pessoas em Peixoto de Azevedo e ferir outras duas

OConselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) aprovou a interdição cautelar do exercício profissional do médico Bruno Gemilaki Dal Poz, um dos suspeitos de um duplo homicídio em Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá), no dia 21 de abril. A interdição total retira do médico, imediatamente, a autorização de exercer a sua profissão enquanto estiver interditado.

Por meio de nota, o CRM informou que, nesta terça-feira (21), analisou a recomendação de interdição do médico denunciado pelo Ministério Público.

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“Por unanimidade, os conselheiros por entenderem que o seu envolvimento nos crimes que ocorreram em Peixoto de Azevedo resulta em fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ao prestígio e bom conceito da profissão médica, circunstância que autoriza a aplicação da interdição cautelar, conforme prevê o art. 30 do Código de Processo Ético-Profissional”, disse a nota.

Segundo o CRM, a análise do caso por parte dos conselheiros observou tanto a ação de Bruno, apontado pelo Ministério Público como um dos autores dos crimes, quanto sua omissão ao não prestar socorro às vítimas. A suspensão do exercício profissional do médico passa a valer imediatamente após o Conselho Federal de Medicina referendar a decisão do CRM-MT.

O crime

Ao todo, três pessoas foram indiciadas  pelo MPE pelo ataque que vitimou os idosos Pilson Pereira da Silva, de 65 anos, e Rui Luiz Bogo, de 71 anos, em Peixoto de Azevedo, no último dia 21 de abril. Um padre também foi baleado na ação e sobreviveu. A peça é assinada pelo promotor de justiça Alvaro Padilha de Oliveira.

O crime teria sido motivado por vingança. A família Gemilaki teria sido alvo de uma cobrança relativa a um imóvel que havia sido alugado, de R$ 60 mil, pelo dono do imóvel. Por conta disso, o trio teria invadido a casa do proprietário, que era o alvo. No entanto, a arma teria falhado e ele não foi baleado.

As vítimas fatais, que são o sogro do proprietário e um pioneiro da cidade, não tinham elo com a rusga e participavam de uma confraternização na casa.

Fonte: RDNews

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