Pesquisar

Mato Grosso criará Delegacia de Combate à Corrupção inspirada na Lava Jato

Mato Grosso criará Delegacia de Combate à Corrupção inspirada na Lava Jato

Mato Grosso criará Delegacia de Combate à Corrupção inspirada na Lava Jato

Inspirado na força-tarefa da Operação Lava Jato, o Ministério da Justiça, sob o comando do ministro Sérgio Moro,  determinou que estados e o Distrito Federal, criem a Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor). Essa nova estrutura será uma das principais para que o governo federal repasse recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Em Mato Grosso a Deccor será criada via decreto e substituirá a atual Delegacia Fazendária (Defaz), que passará a ser um núcleo dentro da Deccor. Para o delegado geral de Polícia, Mário Dermeval, a nova delegacia ampliará a atuação no combate a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Confira na entrevista.

Acompanhe Nativa News - A Noticia digital em Primeira Mão no WhatsAppSeguir o canal

 

Mato Grosso está preste a criar a Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor). Como funcionará?
Na realidade, a criação, tanto em relação à situação da identidade visual das Polícias Civis do Brasil, como por exemplo
a criação da Deccor, são resoluções estabelecidas pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias. No caso da Deccor, é a resolução 5/2018, que foi publicada em 15 de agosto de 2018, através da qual ficou estabelecida a criação, em todos os
estados, da delegacia de combate à corrupção em moldes do que a força-tarefa tem feito junto à operação Lava Jato.  Então, a Deccor deverá seguir a mesma metodologia de trabalho de combate à corrupção com consequente recuperação de ativos. Essa resolução, posteriormente, foi considerada pelo Ministério da Justiça e recebemos uma comunicação do Ministério da Justiça, do departamento de recuperação de ativos e cooperação jurídica internacional, através do qual obriga os estados até o final deste ano a colocar em funcionamento essas unidades para que seja possível o repasse federal de recursos para esses estados. Ou seja, a vinda de recursos oriundos do Ministério da Justiça terá como pré-requisito
o funcionamento em cada estado da delegacia de combate à corrupção. Então, nos estados em que estiver funcionando a
delegacia de combate à corrupção, consequentemente, a partir do ano que vem, não terá ao seu dispor recursos federais. A
partir do momento em que nós efetuarmos a criação da Deccor, estaremos aptos para receber esses recursos.

 
Por receber dinheiro federal, a Deccor terá uma autonomia maior em relação às demais delegacias da Policia Civil de
Mato Grosso?
Vai se focar nesse tipo de investigação, vai ter uma priorização nesse tipo de investigação. Já o recurso oriundo do
governo federal, do Ministério da Justiça, não é específico para a Deccor. Ele vem para as polícias, para a segurança pública, e o pré-requisito para que se recurso venha serão as Deccor’s instaladas os estados.

 

Já se sabe qual valor será destinado?
Não, não. Não sabemos. Mas isso será estabelecido anualmente, e, os estados que não se adequarem a essa exigência, não
receberão mais recursos oriundos do Ministério da Justiça.

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Veja também

Adequar as informações para novo texto jornal nativa news: A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), a Operação Hybris, com o objetivo de aprofundar as investigações relacionadas à suposta extração e comercialização ilegal de recursos florestais oriundos da Terra Indígena Enawene Nawe, em Mato Grosso. A ação ocorre em Nova Olímpia/MT e busca reunir novos elementos probatórios acerca dos fatos investigados. Foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal em endereço vinculado ao investigado, com a finalidade de arrecadar documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, mídias digitais e demais elementos de interesse para a investigação As apurações tiveram início após o recebimento de informações acerca da possível retirada irregular de madeira no interior da terra indígena. No decorrer das apurações, a Polícia Federal reuniu elementos que apontam para a negociação e para a comercialização de produto florestal extraído sem a devida autorização dos órgãos competentes, em área especialmente protegida e integrante do patrimônio da União. As diligências realizadas indicam que a atividade investigada pode ter causado prejuízos ambientais relevantes, além de atingir direitos assegurados às comunidades indígenas e comprometer a integridade de recursos naturais submetidos à proteção constitucional. As medidas em curso visam esclarecer a extensão dos fatos, identificar todos os envolvidos e apurar eventual obtenção de vantagem econômica decorrente da exploração irregular dos recursos florestais. No decorrer da investigação, foram identificados registros audiovisuais e outros elementos em que o investigado negocia madeira por chamadas de vídeo, circunstância que será objeto de aprofundamento.