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Lula negocia ministérios com PSD, MDB e União Brasil para ampliar apoio no Congresso

Lula negocia ministérios com PSD, MDB e União Brasil para ampliar apoio no Congresso

PT mira outras siglas no Centrão

Lula negocia ministérios com PSD, MDB e União Brasil para ampliar apoio no Congresso

Republicanos e PP também participam das conversas para integrar a base do próximo governo, que começa em janeiro de 2027.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente Lula (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato, iniciou articulações com partidos do Centrão para formar sua base de apoio no Congresso Nacional a partir de janeiro de 2027. PSD, MDB e União Brasil aparecem como as legendas mais bem posicionadas nas negociações para ocupar ou manter ministérios na Esplanada dos Ministérios.

Segundo informações da Jovem Pan, as conversas fazem parte da estratégia do presidente para garantir sustentação política ao próximo governo e ampliar sua capacidade de aprovar projetos no Legislativo. Além das três siglas, Lula também abriu diálogo com o Progressistas (PP) e o Republicanos.

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A distribuição de ministérios poderá envolver a permanência de partidos que já participaram do atual governo, além da oferta de novas pastas. As negociações ocorrem em um cenário de reorganização das forças políticas após as eleições, já que parte dos partidos que agora conversam com o Planalto não apoiou formalmente Lula durante a campanha.

A composição do Congresso eleito ajuda a explicar a busca por novas alianças. Na Câmara dos Deputados, o PL terá a maior bancada, com 121 parlamentares. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contará com 88 deputados. Já a Federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, terá 87 cadeiras.

O PSD elegeu 43 deputados, o Republicanos terá 41 e o MDB, 36 parlamentares.

No Senado, o PL contará com 28 das 81 cadeiras, enquanto o PT terá nove. O MDB terá oito senadores, União Brasil e PP ficarão com seis cada, e PSD e Republicanos terão cinco representantes cada.

Os números indicam que o governo precisará negociar com diferentes forças políticas para aprovar projetos e propostas de emenda à Constituição (PECs). A participação nos ministérios é uma das ferramentas utilizadas pelo Executivo para construir alianças e ampliar sua base parlamentar.

Republicanos e PP também estão nas conversas

Embora PSD, MDB e União Brasil estejam à frente nas articulações, o Republicanos e o PP também são considerados importantes para a composição política do próximo mandato.

O Republicanos tem peso nas negociações por ser o partido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB), que pretende disputar a reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027.

No PP, entretanto, existem divergências internas sobre o posicionamento político para o próximo governo. Parte da legenda mantém proximidade com o bolsonarismo e articula apoio à candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, apesar de a federação com o União Brasil ter anunciado apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

As divisões demonstram que uma eventual participação dos partidos no governo não representa, necessariamente, o alinhamento de todas as suas bancadas nas votações.

Articulações envolvem comando do Congresso

As negociações também passam pela relação de Lula com os presidentes da Câmara e do Senado. No dia seguinte à vitória eleitoral, o presidente recebeu Hugo Motta e Davi Alcolumbre no Palácio da Alvorada para tratar da organização do próximo mandato.

A aproximação com Alcolumbre ocorre após desgastes entre o Senado e o Planalto envolvendo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitada pelos senadores em abril.

A formação da nova base governista ainda depende de acordos e definições partidárias. Além da composição ministerial, Lula terá de negociar apoio para as presidências das duas Casas legislativas e para as principais propostas que pretende encaminhar ao Congresso nos próximos quatro anos.

Fonte: Jovem Pan

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