O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), por meio da unidade de Sinop, cumpriu na manhã desta terça-feira (19) um mandado judicial no município de Colíder durante apoio à Operação “Regalo”, investigação coordenada em Santa Catarina contra um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos.
A operação é conduzida pelo Gaeco e pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) catarinense e investiga possíveis irregularidades em contratos firmados nos municípios de Balneário Piçarras e São João Batista.
Em Mato Grosso, a ação teve foco na coleta de provas. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em Colíder, os agentes recolheram quatro aparelhos celulares e seis HDs, materiais que serão encaminhados para perícia técnica em Santa Catarina.
Segundo as investigações, o grupo investigado teria atuado de forma estruturada, dividido entre núcleos empresariais e político-administrativos. A suspeita é de que empresas fossem beneficiadas em processos licitatórios mediante pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Ainda conforme a apuração, os investigados também são suspeitos de utilizar mecanismos para ocultar valores obtidos de forma ilícita, prática que motivou a apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos digitais.
Ao todo, a Operação “Regalo” resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e Mato Grosso.
No estado mato-grossense, a operação contou com apoio da Polícia Militar, através do 9º Comando Regional de Alta Floresta, responsável pelo suporte operacional durante o cumprimento das ordens judiciais.
O Gaeco é formado por uma força-tarefa integrada entre Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, atuando no combate ao crime organizado e crimes contra a administração pública.





