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Anatel realiza primeira ação fiscalizatória de combate às empresas clandestinas de banda larga fixa

Anatel realiza primeira ação fiscalizatória de combate às empresas clandestinas de banda larga fixa

Operação Provedor Legal

Anatel realiza primeira ação fiscalizatória de combate às empresas clandestinas de banda larga fixa

Iniciativa ocorreu de forma simultânea nos 27 estados da Federação. Para o conselheiro Edson Holanda, a operação é um marco para o setor

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deflagrou, nesta quinta-feira (5/3), a Operação Provedor Legal, primeira ação fiscalizatória de âmbito nacional voltada ao combate à exploração clandestina do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), conhecido como banda larga fixa.

A iniciativa foi executada de forma simultânea nas 27 unidades da Federação, com o apoio da Polícia Federal, das polícias civis e das polícias militares dos estados, com o propósito de interromper a atuação de prestadoras que operam de forma clandestina, à margem da regulamentação setorial.

Números

Na ação desencadeada nesta quinta-feira, os fiscais constataram que 52% dos alvos eram clandestinos. Do total, 41% não apresentavam irregularidades, 3% usavam equipamentos sem certificação e outros 4% estavam em situação inconclusiva, o que significa que a empresa apresentou documentação de aquisição por outra empresa outorgada, demandando análise documental adicional.

Na operação, 15 empresas foram autuadas por prestarem serviço de telecomunicações sem outorga e pela utilização de equipamentos não homologados pela Agência. Além disso, foram apreendidos aproximadamente R$ 200 mil em equipamentos empregados nas estações irregulares, incluindo mais de 500 metros de cabos furtados de prestadoras regularmente autorizadas.

Durante a ação, seis representantes de provedores clandestinos foram presos em flagrante e conduzidos à Polícia Federal, onde responderão pelo crime de desenvolvimento clandestino de atividade de telecomunicações, tipificado no art. 183 da Lei Geral de Telecomunicações (Lei nº 9.472/1997).

Marco para o setor

O conselheiro da Anatel Edson Holanda explicou que a atuação da Agência na operação de hoje representa um marco necessário para o mercado de telecomunicações. “A clandestinidade não é apenas uma infração administrativa, mas também um crime que ataca diretamente a livre concorrência e a segurança jurídica do setor. Empresas que investem em outorgas, equipamentos homologados e conformidade fiscal não podem ser prejudicadas por quem opera à margem da lei. Essa ação reforça o compromisso do Estado em proteger o investimento sério e em garantir que o crescimento da banda larga no país ocorra sob os pilares da ética e da responsabilidade institucional”, disse.

Plano de ação

A Operação Provedor Legal integra o Plano de Ação para combate à concorrência desleal e para a regularização da prestação do SCM, aprovado pelo Conselho Diretor da Anatel e formalizado pela Resolução Interna nº 449, de 27 de junho de 2025. O plano estabelece diretrizes coordenadas entre diversas superintendências da Agência para enfrentar práticas irregulares, promover a regularização do setor e fortalecer um ambiente competitivo mais justo, seguro e previsível para consumidores, empresas e toda a sociedade.

A operação desta quinta-feira foi coordenada e executada pela Superintendência de Fiscalização (SFI), em trabalho integrado com outras áreas técnicas da Agência. A superintendente da SFI, Gesiléa Teles, esclareceu que a ação fiscalizatória integra o conjunto de medidas estratégicas destinadas a coibir práticas ilícitas no setor de telecomunicações, preservar o equilíbrio concorrencial e assegurar aos usuários brasileiros a oferta de serviços com padrões adequados de segurança, qualidade e regularidade.

“A iniciativa de hoje representa a primeira rodada de uma coordenação nacional de fiscalização, que inclui verificação de outorgas, análise da declaração de assinantes, conferência de contratos de compartilhamento de postes e checagem da origem lícita de equipamentos. Novas etapas já estão previstas no âmbito do Plano de Ação, reforçando o compromisso contínuo da Anatel com a legalidade, a proteção do usuário e a competição leal no mercado de telecomunicações”, disse.

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