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MP ajuíza ação civil contra Prefeitura de Alta Floresta por funcionamento irregular de UBSs

MP ajuíza ação civil contra Prefeitura de Alta Floresta por funcionamento irregular de UBSs

Licença sanitária

MP ajuíza ação civil contra Prefeitura de Alta Floresta por funcionamento irregular de UBSs

Promotoria pede liminar para que município regularize licenças sanitárias no prazo de 90 dias, sob pena de multa diária.

Foto: ASCOM

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) ingressou com uma ação civil pública com pedido de antecipação de tutela contra o Município de Alta Floresta, alegando funcionamento irregular das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O processo, assinado pela promotora de Justiça substituta Marina Refosco Tanure, aponta que nenhuma UBS da cidade possui licença sanitária emitida pela Vigilância Sanitária Estadual.

De acordo com o MP, o problema é antigo e remonta a 2018, quando auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS resultou no bloqueio de recursos federais destinados ao Fundo Municipal de Saúde. Desde então, a Promotoria vem cobrando providências da gestão municipal, mas afirma que todos os prazos foram descumpridos e não houve comprovação de avanços concretos.

O município chegou a apresentar um cronograma de execução de projetos arquitetônicos, necessários para solicitar as licenças, mas não cumpriu o que foi prometido. A Prefeitura também alegou falta de profissionais habilitados no quadro de servidores para elaborar e protocolar os projetos junto à Vigilância Sanitária.

Na ação, o Ministério Público destaca que o funcionamento das UBSs sem alvará sanitário coloca em risco a saúde da população, podendo inclusive favorecer surtos de infecção hospitalar. O órgão pede que a Justiça determine que a Prefeitura regularize a situação no prazo de 90 dias, providenciando as licenças sanitárias de todas as unidades, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

Caso o pedido seja deferido, o município terá de comprovar em juízo que as unidades de saúde funcionam em conformidade com as normas legais e administrativas.

A ação foi protocolada após anos de tentativas extrajudiciais de acordo, segundo o MP, sem que houvesse adesão efetiva do poder público municipal.

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