O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (8) que os casos de hantavírus registrados em passageiros de um navio que circulou pela América do Sul não representam risco direto para o Brasil até o momento.
Segundo a pasta, a variante do vírus relacionada ao episódio monitorado pela Organização Mundial da Saúde é o genótipo Andes, identificado na Argentina e no Chile, mas que não possui registro de circulação em território brasileiro.
Até esta quinta-feira (8), a OMS confirmou seis casos ligados ao episódio internacional, incluindo três mortes.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, porém não há registro de transmissão entre pessoas no país.
A pasta ressaltou ainda que a avaliação mais recente da OMS considera baixo o risco global de disseminação do vírus. A transmissão entre humanos da variante Andes é considerada rara e costuma ocorrer apenas em situações de contato próximo e prolongado.
O ministério também esclareceu que os dois casos confirmados recentemente no estado do Paraná não possuem relação com o surto internacional monitorado pela OMS.
Conforme os dados oficiais, o Brasil registrou 35 casos de hantavirose em 2025. Já em 2026, até o momento, sete casos foram confirmados no país.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que pode afetar pulmões e coração. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente por meio da inalação de partículas presentes em ambientes contaminados.
No Brasil, a doença é de notificação compulsória há mais de 20 anos. Entre 1993 e 2025, foram registrados 2.412 casos e 926 mortes. Em 2025, o país contabilizou 35 casos e 15 óbitos, o menor número desde o início da série histórica.





