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Projeto emergencial em Cuiabá proíbe uso de auxílio em “jogo do tigrinho”

Projeto emergencial em Cuiabá proíbe uso de auxílio em “jogo do tigrinho”

Auxilio Financeiro Cuiabá

Projeto emergencial em Cuiabá proíbe uso de auxílio em “jogo do tigrinho”

Projeto restringe aplicação do benefício de R$ 1 mil para jogos, bebidas e cigarros; fiscalização dependerá da boa-fé dos beneficiários

Foto: Reprodução/TV Globo

A Prefeitura de Cuiabá anunciou a concessão de um auxílio financeiro de R$ 1 mil para as famílias afetadas pelas recentes enchentes na capital. O projeto, aprovado pela Câmara Municipal, incluiu uma emenda que proíbe o uso do recurso em jogos online, como o “jogo do tigrinho”, entre outros. Além disso, o texto já previa a restrição do uso do auxílio para a aquisição de bebidas alcoólicas e cigarros. No entanto, o prefeito Abílio Brunini (PL) destacou que a fiscalização da correta aplicação dos valores é inviável, dependendo da boa-fé dos beneficiários.

A emenda que inclui a proibição aos jogos online é de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL). Segundo o prefeito, o montante total destinado ao programa é de R$ 300 mil, o que pode beneficiar até 300 famílias, com o valor de R$ 1 mil cada. Ele explicou que a contratação de uma empresa para gerir um sistema de cartões, visando maior controle sobre o uso do recurso, impactaria negativamente o orçamento emergencial.

“É R$ 1 mil, a pessoa pode até usar de maneira equivocada, mas é uma única parcela. Não posso criar dificuldade para dar socorro à maioria das pessoas que vão fazer a coisa certa por causa de uma minoria que poderá cometer erros. Se eu tiver que contratar uma empresa para gerir o cartão, vou gastar quanto?”, questionou Brunini. Ele também ponderou que a despesa com a taxa de gerenciamento dos cartões poderia equivaler à margem de beneficiários que eventualmente descumpririam as regras de uso.

O prefeito ainda comparou a situação com outros benefícios concedidos pelo Governo Federal e com a verba indenizatória paga a políticos, ressaltando que não há fiscalização rigorosa nesses casos. Ele defendeu o princípio da boa-fé como base para a execução do auxílio. “O que garante que o Bolsa Família é aplicado da forma certa? O que garante que o Bolsa Educação [Pé de Meia] é aplicado da maneira correta? O que garante que a verba indenizatória de quem recebe VI é aplicada da forma certa? É o princípio da boa-fé. Se algo irregular for identificado, aí sim deve haver denúncia. Mas, em um momento de vulnerabilidade, não posso pré-julgar todos como mal aplicadores”, afirmou.

A Prefeitura informou que o credenciamento das famílias será disponibilizado em breve, seguido pela divulgação do calendário de pagamentos. Brunini enfatizou que o recurso deve ser usado prioritariamente para amenizar os impactos causados pelas enchentes, como a compra de colchões e itens básicos, que a Prefeitura não pode fornecer devido à falta de contratos vigentes ou tempo hábil para licitações.

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