Pesquisar

PEC do fim da reeleição avança no Senado e propõe eleições gerais a cada cinco ano

PEC do fim da reeleição avança no Senado e propõe eleições gerais a cada cinco ano

A partir de 2034

PEC do fim da reeleição avança no Senado e propõe eleições gerais a cada cinco ano

Mandatos para todos os cargos eletivos serão de cinco anos e eleições ocorrerão no mesmo ano; proposta segue para votação no plenário

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2022, que acaba com a reeleição para os cargos de presidente da República, governadores e prefeitos e estabelece mandatos de cinco anos para todos os cargos eletivos, incluindo deputados e senadores. O objetivo é unificar as eleições no país a cada cinco anos, com início previsto para 2034. A proposta, de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), segue agora para análise no Plenário do Senado.

Segundo o relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), a transição será gradual. Nas eleições municipais de 2028, prefeitos e vereadores eleitos cumprirão mandatos de seis anos, medida pontual que viabilizará a coincidência de todas as eleições (municipais, estaduais e federais) a partir de 2034.

“A partir de 2034, teremos eleições num único dia para todos os cargos: de vereador a presidente da República. E, a partir daí, tudo será de cinco em cinco anos: 2034, 2039, 2044, e assim por diante”, explicou o relator.

A proposta mantém as eleições de 2026 nos moldes atuais. O mandato presidencial eleito nesse pleito será o último com possibilidade de reeleição. Em 2030, o presidente eleito já não poderá disputar um segundo mandato consecutivo.

Mudanças no Senado

Inicialmente, a proposta previa mandatos de dez anos para senadores, mas a CCJ alterou o texto e reduziu esse período para cinco anos, com renovação total do Senado a cada eleição. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) argumentou que o mandato prolongado tiraria da população o poder de avaliação periódica dos parlamentares.

“É pró-eleitor, para que ele, de tempo em tempo breve, possa escrutinar o trabalho do parlamentar, que é seu servidor público”, afirmou.

O senador Sergio Moro (União-PR) reforçou que as mudanças não alteram os mandatos atuais. Assim, os senadores eleitos em 2026 continuarão cumprindo oito anos de mandato, conforme as regras vigentes.

Caso aprovada em plenário e promulgada, a proposta representará uma das maiores reformas políticas eleitorais dos últimos anos, com impacto direto na dinâmica de campanhas, gestões e estrutura partidária em todo o Brasil.

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários