O influenciador digital Pablo Marçal (PRTB) conseguiu uma liminar que o tirou do União Brasil, partido em que se filiou em março deste ano (2026), e retornou ao PRTB, legenda pela qual se lançou candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024.
Apesar de estar inelegível devido a uma condenação por “uso indevido dos meios de comunicação social”, Marçal articula agora a possibilidade de se lançar, ainda hoje (15/8), a presidência. Ele ocuparia a vaga atualmente preenchida por Leonardo Avalanche, presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
As lideranças do partido estariam se encontrando ao longo deste sábado (15/8), e devem anunciar se lançarão o empresário na corrida presidencial às 17h. É importante que a decisão seja tomada ainda hoje: a data é o fim do prazo para registro de candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Marçal poderia concorrer, mesmo com a inelegibilidade. Isso porque a condenação que o impede de tomar posse foi no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e ainda há a possibilidade de recorrer na instância superior. Caso o TSE desfaça a condenação, ele pode se tornar presidente.
Decisão Liminar
A decisão provisória que permitiu Marçal voltar ao PRTB partiu do juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP). O magistrado determinou que a filiação do empresário fosse regularizada provisoriamente, com efeitos retroativos ao dia 4 de abril deste ano (2026).
Isso foi feito porque, segundo a legislação eleitoral, um candidato só pode concorrer à presidência por um partido do qual é filiado por um período de pelo menos 6 meses antes da eleição. Como o primeiro turno das eleições serão no dia 4 de abril, Marçal teria que fazer parte do PRTB desde a mesma data de abril.
Entretanto, a decisão do juiz Gustavo Nardi é uma liminar: pode ser revertida em instâncias superiores, como por exemplo, o Superior Tribunal de Justiça.





