A disputa pelo Governo de Mato Grosso entrou em uma zona de equilíbrio entre os dois principais candidatos. Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) aparecem empatados, com 27% das intenções de voto, na terceira rodada da pesquisa MT Dados, realizada entre os dias 15 e 20 de agosto.
O levantamento ouviu 3.080 eleitores em sete regiões do Estado e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-04390/2026.

Na sequência, aparece Natasha Slhessarenko, com 12%. Rafaell Milas e Sargento Laudicério têm 2% cada, enquanto Maurício Coelho registra 1%. Outros 5% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto. O dado que mantém a corrida aberta, porém, está entre os eleitores que ainda não definiram o voto.
Os indecisos representam 24% do eleitorado pesquisado, percentual quase equivalente ao obtido individualmente por Pivetta e Wellington.
A comparação das três rodadas da MT Dados mostra também uma aproximação gradual entre os dois líderes. Em maio, Wellington tinha 27%, contra 20% de Pivetta — diferença de sete pontos percentuais.
Na segunda rodada, realizada em julho, Pivetta passou à frente, com 25,2%, enquanto Wellington apareceu com 24,3%. Agora, ambos chegam aos 27%.
Na comparação apenas com julho, Wellington avançou 2,7 pontos percentuais e Pivetta, 1,8 ponto. Natasha também manteve trajetória de crescimento: tinha 7% em maio, subiu para 10,6% em julho e agora alcança 12%. Apesar da evolução dos candidatos, a pesquisa registra aumento expressivo do grupo que ainda não sabe em quem votar.
Os indecisos eram 25% em maio, caíram para 18,5% em julho e voltaram a 24% em agosto, crescimento de 5,5 pontos percentuais em relação à rodada anterior. O percentual de votos brancos e nulos também passou de 3,6% para 5% entre julho e agosto.
SEGUNDO TURNO – A MT Dados testou três possíveis confrontos de segundo turno.
No cenário entre Wellington e Pivetta, o senador aparece numericamente à frente, com 33%, contra 32% do governador. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa.
Nesse cenário, 25% não sabem em quem votar e 10% escolheriam branco ou nulo. Assim, mais de um terço dos entrevistados — 35% — ainda não indica voto em nenhum dos dois adversários.
Nos confrontos envolvendo Natasha, Pivetta e Wellington aparecem com vantagem mais ampla. Contra Natasha, Pivetta alcança 44%, enquanto a candidata registra 16%.
Os indecisos somam 30% e brancos e nulos, 10%.
No confronto entre Wellington e Natasha, o senador tem 43%, contra 17%.
Outros 28% estão indecisos e 12% declaram voto branco ou nulo.
POTENCIAL DE VOTO – A pesquisa também mediu a disposição do eleitor em votar em cada candidato, permitindo avaliar tanto o espaço para crescimento quanto a resistência enfrentada por cada nome.
Pivetta apresenta o maior potencial: 25% afirmam que votariam nele com certeza e outros 29% dizem que poderiam votar.
Somadas as duas respostas, o governador alcança um potencial de 54%.
A rejeição — eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum — é de 15%.
Wellington aparece próximo. São 24% que votariam com certeza e 27% que poderiam votar, resultando em potencial de 51%.
A rejeição do senador, entretanto, é maior que a de Pivetta e chega a 21%.
Os números ajudam a dimensionar a disputa entre os dois líderes.
Embora estejam empatados na intenção estimulada de voto, Pivetta apresenta três pontos percentuais a mais de potencial e seis pontos a menos de rejeição.
Natasha tem 11% de voto certo e 14% de eleitores que admitem votar nela, chegando a um potencial de 25%.
Sua rejeição é de 29%, enquanto 35% dizem não conhecê-la.
O grau de desconhecimento é ainda maior entre os candidatos que aparecem abaixo de 5% na corrida.
Rafaell Milas é desconhecido por 65% dos entrevistados, Sargento Laudicério por 57% e Maurício Coelho por 66%.
Os dados indicam que, embora Pivetta e Wellington tenham consolidado a dianteira, a corrida permanece marcada por um contingente elevado de eleitores sem escolha definida e por espaço para movimentações durante a campanha.





