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Deputados de MT aprovam em primeira votação projeto que proíbe banheiros unissex

Deputados de MT aprovam em primeira votação projeto que proíbe banheiros unissex

BASEADO EM FAKE NEWS

Deputados de MT aprovam em primeira votação projeto que proíbe banheiros unissex

Como justificativa, Rezende defende que fere o direito à intimidade, privacidade e ocasiona constrangimentos.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) — Foto: Assessoria

Com apenas o voto contrário do deputado Lúdio Cabral (PT), parlamentares aprovaram em primeira votação nesta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de Lei n° 761/2023 que dispõe sobre a proibição da instalação ou adequação de “banheiros unissex” em estabelecimentos públicos ou privados. De autoria do deputado Sebastião Rezende (União), a proposta prevê multa, suspensão e cancelamento de atividades e processo administrativo para quem descumprir a lei caso aprovada, que segue para segunda votação, ainda sem data definida. Justificativa diz que não se trata de discriminação, mas o direito a privacidade.

Conforme o texto, considera-se “banheiro unissex”, o de uso comum, não direcionado especificamente ao gênero masculino ou feminino. Como justificativa, Rezende defende que fere o direito à intimidade, privacidade e ocasiona constrangimentos. Diz ainda que não se trata de “discriminação, de homofobia ou de transfobia, mas sim da preservação à intimidade e segurança de crianças e mulheres, que são mais vulneráveis, aos mais variados tipos de violência e assédio sexual que podem ocorrer nesses locais”, diz trecho do documento.

O projeto foi votado no momento em que circula em grupos de extrema-direita, mensagens de que o presidente Lula (PT), por meio do Ministério dos Direitos Humanos e da

Sebastião Rezende Foto: Marcos Lopes

Cidadania, teria instituído “banheiros unissex” em escolas. A prova usada pelos conservadores seria uma resolução publicada no Diário Oficial da União em 22 de setembro deste ano.

Segundo a Lupa, agência especializada em checagens de notícias, a informação é falsa. A Resolução nº 2, citada nas publicações desinformativas, foi editada por um conselho de participação social e traz apenas recomendações e orientações para garantir o acesso e permanência de pessoas trans, travestis e não-binárias em instituições de ensino. As medidas não têm força de lei e não são obrigatórias. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania repudiou no X (antigo Twitter) o fato que foi mal interpretado e usado como Fake News por conservadores.

Reprodução/Instagram

“É uma ‘conversa fiada’, Fake News, uma ‘balela’ dessa turma doente que tudo eles veem como sexo, transtorno. Não existe isso [banheiro unissex], o estado brasileiro é muito preparado para essa questão (sic)”, afirmou o deputado Valdir Barranco (PT). “É uma conversa que já devia estar superada. O presidente Lula nunca fez uma obra pública que não respeitasse a divisão”, completou. 

Já o deputado Júlio Campos (União Brasil) afirmou que “em todo estabelecimento comercial existe banheiro masculino e feminino” e afirmou que não tem sentido a adequação de “banheiros unissex”, mas que o fica a cargo dos estabelecimentos “modernizar” ou não os locais de realização de necessidades fisiológicas. “Já tem a tradição de todos os restaurantes, bares, terem dois banheiros. Mas o Brasil está moderno” destacou Júlio Campos.

 

Baseado também nas mesmas Fake News, o deputado Gilberto Cattani (PL) afirmou que irá propor um projeto que visa proibir o banheiro unissex nas escolas de Mato Grosso.

Fonte: Jolismar Bruno - Gazeta Digital

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