A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) exonerou o assessor parlamentar Ildefonso Nilo da Silva Neto, conhecido como “Neto”, que atuava no gabinete do deputado estadual Júlio Campos (União). Ele ocupava o cargo com salário líquido de R$ 3.404,15.
A exoneração ocorreu após o ex-servidor se tornar alvo da Operação Déjà-vu, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga um esquema envolvendo a inserção de dados falsos na Procuradoria-Geral de um município, além de suspeitas de corrupção e associação criminosa.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra Ildefonso, com foco na coleta de dispositivos eletrônicos e registros digitais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. A ação policial também resultou na expedição de três mandados de prisão e diversas outras ordens judiciais.
As investigações tiveram início em abril de 2025, a partir de uma notícia de fato encaminhada pelo próprio órgão municipal. Conforme apurado, há indícios de uso indevido de credenciais internas, como logins e senhas para a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares de registros, o que pode ter impactado a arrecadação e a regularidade administrativa.
A Polícia Civil também apura possíveis vantagens indevidas relacionadas a supostas intermediações e “serviços” vinculados à alteração desses dados.
Entre os alvos de prisão estão Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira, ambos com mandados cumpridos. Jefferson Antônio da Silva também teve prisão decretada.
Além de Ildefonso, foram alvos de busca e apreensão a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro, Denner Bezerra de Oliveira, Diego Henrique Aguiar Couto, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Orlando Rodrigues da Silva e Wilson Luiz da Costa Marques. Com informações do Olhar Direto





