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MT – PM nega ter estuprado jovem, faz BO e afirma que sexo foi consensual

MT – PM nega ter estuprado jovem, faz BO e afirma que sexo foi consensual

Denúncia

MT – PM nega ter estuprado jovem, faz BO e afirma que sexo foi consensual

No boletim, o militar conta que esperou por jovem em seu veículo e a deixou em casa após transar

Foto: Divulgação PJC-MT

O policial militar de Torixoréu (560 km de Cuiabá), que foi acusado de ter estuprado uma jovem de 18 anos, após uma festa, registrou um boletim de ocorrência por denunciação caluniosa contra a suposta vítima. No documento, ele descarta qualquer tipo de violência sexual e garante que todos os atos com a jovem foram consentidos.

O registro do militar foi feito no dia 4 de setembro, uma semana depois da denúncia da jovem. Ele confirmou que trabalhou no evento, assim como a denunciante alega, quando, em determinado momento, um conhecido se aproximou e disse que uma moça estava interessada nele.

O policial confirmou que passou o número do telefone em um pedaço de papel e pediu para que a moça – a denunciante – enviasse-lhe mensagem depois da meia-noite, ou seja, já no dia 29 de agosto, e que iria encontrá-la ao término dos trabalhos.

Assim que encerrou o expediente, o militar retornou ao local em seu veículo, uma caminhonete Chevrolet S-10, e perguntou pela jovem que o denunciou. Na sequência, uma conhecida disse que a suposta vítima estava no banheiro.

Logo depois, ele relatou a essa conhecida o carro que estava e disse que estava aguardando no estacionamento. Tempos depois, o PM alega que a denunciante apareceu lá. O suspeito ainda ressalta que seu veículo era o único que estava no local, devido ao baixo público.

No boletim de ocorrência, enviado à reportagem do , relata que ”não teria coragem de fazer as coisas narradas” pela vítima. Afirma ainda o comunicante que fora quem lhe procurou e demonstrou interesse. Porém, ainda conforme o registro nega qualquer tipo de ato sexual sem o consentimento.

O militar narrou ainda em BO que a declarante parasse o ato, “inclusive pedindo para mudar de posições na cama”, diz trecho do documento. Por se tratar de uma denúncia de violência sexual, os nomes dos envolvidos não serão revelados.

Em sua defesa, o policial ainda afirma que o ato, em local algum, foi visualizado mancha de sangue. Ele alega também que entrou e saiu de uma residência conversando tranquilamente com a suposta vítima e que, inclusive, teria pedido para que ele ainda a deixassem em casa.

Segundo a defesa do PM, o exame de corpo de delito não teria apontado abuso sexual.

As duas versões serão investigadas pela Polícia Civil, que deve apurar as denúncias.

Fonte: Luis Vinicius - RDNews

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