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Jovem é presa suspeita de sequestrar mulher para entregá-la a facção criminosa em Apiacás

Jovem é presa suspeita de sequestrar mulher para entregá-la a facção criminosa em Apiacás

Cárcere privado

Jovem é presa suspeita de sequestrar mulher para entregá-la a facção criminosa em Apiacás

Vítima foi mantida em cárcere privado e seria entregue a integrantes de uma facção para execução, segundo investigação

Delegacia da Polícia Civil de Apiacás. Foto: Divulgação PJC

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde desta quarta-feira (12), uma jovem de 18 anos suspeita de sequestrar e manter uma mulher de 24 anos em cárcere privado, em Apiacás, com a intenção de entregá-la a integrantes de uma facção criminosa.

Segundo as informações da investigação, a vítima estava em um estabelecimento comercial no bairro Goiano quando foi abordada pela suspeita. Sob grave ameaça, ela teria sido levada até uma residência, onde permaneceu mantida contra a própria vontade.

Conforme a Delegacia de Apiacás, enquanto a vítima estava no imóvel, a suspeita teria realizado diversas ligações para integrantes de uma facção criminosa, solicitando que fossem buscá-la. A investigação aponta que a mulher estaria marcada para ser executada pelo chamado “tribunal do crime”.

A Polícia Civil recebeu uma denúncia sobre o caso e foi até o endereço indicado. Ao entrar na residência, os policiais encontraram a vítima e realizaram o resgate. A suspeita foi presa no local.

Possível represália

Durante as investigações, a Polícia Civil apurou que a vítima havia prestado depoimento como testemunha em um processo relacionado a um homicídio. Segundo a apuração, as informações fornecidas por ela teriam contribuído para a identificação do autor do crime.

Diante disso, uma das linhas investigadas é de que o sequestro possa estar relacionado a uma possível represália pelo depoimento prestado pela vítima.

A jovem foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil e autuada em flagrante pelos crimes de sequestro e cárcere privado e integração de organização criminosa, conforme a legislação vigente. O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

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