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Projeto de reflorestamento na Amazônia mato-grossense ultrapassa 700 mil toneladas de CO₂

Projeto de reflorestamento na Amazônia mato-grossense ultrapassa 700 mil toneladas de CO₂

Reconhecimento internacional

Projeto de reflorestamento na Amazônia mato-grossense ultrapassa 700 mil toneladas de CO₂

Desenvolvido pela ONF Brasil em Cotriguaçu (MT), Poço de Carbono já plantou mais de 2,5 milhões de árvores nativas e projeta alcançar 1 milhão de toneladas de CO₂ sequestradas até 2038

Um projeto desenvolvido em Cotriguaçu, no Noroeste de Mato Grosso, consolidou-se como a principal referência nacional em remoção de carbono por reflorestamento com espécies nativas (ARR) em larga escala. O projeto Poço de Carbono, de iniciativa da ONF Brasil e sediado na Fazenda São Nicolau, alcançou a marca histórica de mais de 700 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂eq) sequestradas da atmosfera.

Iniciada em 1999, a iniciativa tornou-se um modelo prático de soluções baseadas na natureza para o combate à crise climática global. Com o ritmo atual de crescimento e monitoramento das áreas, a projeção é que o projeto atinja a marca de 1 milhão de toneladas de CO₂eq retidas até o ano de 2038.

Rigor técnico e mercado voluntário

O diferencial do projeto está em sua certificação pela Verra/VCS, uma das metodologias mais rigorosas do mercado internacional. Em uma área de quase 2 mil hectares, foram plantadas mais de 2,5 milhões de árvores de 50 espécies nativas da Amazônia.

Para garantir a transparência do sequestro de carbono, o monitoramento é contínuo. No último ano, as equipes realizaram a medição de 417 parcelas permanentes na floresta. Esse nível de integridade ambiental atrai setores globais de aviação, tecnologia, finanças e indústria, que adquirem esses créditos no mercado voluntário para neutralizar suas emissões de poluentes.

Laboratório científico e preservação da biodiversidade

A Fazenda São Nicolau possui uma extensão total de 10.287 hectares e funciona como um verdadeiro laboratório científico a céu aberto no norte do estado. Do total da propriedade:

  • 5.350 hectares são destinados ao manejo florestal sustentável;

  • 1.815 hectares são protegidos como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN);

  • 1.981 hectares correspondem às áreas de reflorestamento.

O embasamento científico do local é robusto, acumulando 138 produtos e estudos publicados, sendo a grande maioria (102) focada na biodiversidade amazônica. O espaço integra programas nacionais de pesquisa, ajudando a conectar a paisagem e reduzir o isolamento de habitats na região.

Impacto social e premiação internacional

Além do foco ambiental, o projeto atua na comunidade de Cotriguaçu por meio do Programa de Educação Ambiental, que envolve alunos da rede pública, como a Escola Estadual André Maggi, promovendo a conscientização sobre a conservação florestal.

O reconhecimento desse trabalho em Mato Grosso ultrapassou as fronteiras nacionais. A ONF Brasil foi a vencedora do prêmio internacional ESG Investing Carbon Awards, que destaca a excelência em sustentabilidade no cenário global.

“O Poço de Carbono é a prova de que a integridade e a ciência caminham lado a lado com o impacto. Ser um dos poucos projetos de reflorestamento em larga escala com espécies nativas da Amazônia é um diferencial técnico, e ter validações periódicas reforça a nossa credibilidade”, destacou Alan Bernardes da Silveira, diretor da ONF Brasil.

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