A implantação da usina solar projetada pela Prefeitura de Alta Floresta voltou a gerar debates entre representantes dos poderes Executivo e Legislativo nesta semana. O assunto ganhou novos desdobramentos após uma visita realizada por vereadores ao local onde estão armazenados os equipamentos adquiridos para o empreendimento.
O projeto, licitado pelo município com investimento estimado em R$ 10 milhões, prevê a implantação de uma usina fotovoltaica destinada à geração de energia para atender estruturas públicas e reduzir gastos com consumo elétrico. Conforme informações já divulgadas anteriormente, parte dos equipamentos foi adquirida e permanece armazenada enquanto o município busca uma solução técnica para viabilizar a instalação da estrutura.
No último dia 29 de maio o Jornal Mato Grosso do Norte publicou que os vereadores Dida Pires (Cidadania), Luciano Silva (PL) e Darlan Carvalho (PRD) realizaram uma vistoria onde estão guardadas placas solares, cabos e demais componentes do sistema. Após a visita, os parlamentares anunciaram a intenção de encaminhar representação ao Ministério Público Estadual solicitando apuração sobre a situação do projeto.
Segundo os vereadores, os equipamentos estão armazenados desde 2025 e ainda não entraram em funcionamento. Eles também manifestaram preocupação com as condições de armazenamento e com a ausência de informações sobre o cronograma definitivo para implantação da usina.
De acordo com informações apresentadas pelos parlamentares, uma das dificuldades encontradas estaria relacionada à capacidade da rede elétrica disponível no local inicialmente escolhido para receber o empreendimento.
Já nesta semana, os vereadores retornaram ao local para uma nova fiscalização. Durante a visita, houve um desentendimento verbal envolvendo os parlamentares e o prefeito Chico Gamba. Vídeos gravados no momento passaram a circular nas redes sociais e mostram uma discussão entre os envolvidos.
Após o início do bate-boca, o vice-prefeito Robson Quintino passou a conduzir o diálogo. Durante a conversa, ele afirmou que a administração municipal está à disposição para apresentar esclarecimentos técnicos sobre o andamento do projeto e defendeu a necessidade de reuniões para análise detalhada da documentação e das alternativas estudadas para viabilizar a usina.
Segundo informações apresentadas por representantes da gestão municipal, os aspectos técnicos relacionados ao empreendimento já haviam sido discutidos em reunião realizada um dia antes da visita ao depósito. De acordo com a explicação, o encontro posterior teria como objetivo apenas apresentar aos vereadores os equipamentos adquiridos e demonstrar quais medidas estão sendo avaliadas para a continuidade do projeto.
A administração também sustenta que as mudanças discutidas não estão relacionadas a aumento de custos ou necessidade de novos investimentos para aquisição dos equipamentos. Conforme foi relatado durante a conversa, alterações ocorridas na regulamentação do setor elétrico e questões ligadas à capacidade de conexão da rede teriam exigido a reavaliação da forma de implantação da usina.
Ainda segundo a versão apresentada pela Prefeitura, independentemente do local onde a estrutura venha a ser instalada, a obrigação contratual permanece a mesma: a entrega e entrada em operação da usina fotovoltaica. A gestão afirma que atualmente busca adequações técnicas para definir a melhor solução de implantação dentro das exigências do sistema elétrico.
Prefeitura sustenta que o projeto permanece em andamento e que os ajustes são necessários para garantir a viabilidade técnica da usina antes de sua entrada em operação.





