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Tribunal do Júri julga na terça acusado de matar jovem em Sinop

Tribunal do Júri julga na terça acusado de matar jovem em Sinop

CRIME BRUTAL

Tribunal do Júri julga na terça acusado de matar jovem em Sinop

Wellington Honorato dos Santos responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver; crime ocorreu em junho de 2024 e teve grande repercussão em Mato Grosso

A Justiça de Mato Grosso marcou para a próxima terça-feira (27), a partir das 8h30, a sessão do Tribunal do Júri que vai julgar Wellington Honorato dos Santos, acusado de matar a namorada Bruna de Oliveira, de 24 anos, em Sinop, município localizado a 481 quilômetros de Cuiabá. O crime ocorreu em 2 de junho de 2024 e teve grande repercussão em todo o país.

Wellington responderá por homicídio qualificado, além dos crimes de destruição, subtração e ocultação de cadáver. Somadas, as penas podem chegar a até 36 anos de prisão, conforme prevê o Código Penal. O julgamento será realizado no Fórum da Comarca de Sinop e contará com um protocolo especial de segurança e controle de acesso da imprensa, em razão da comoção pública gerada pelo caso.

Relembre o caso

O assassinato ganhou destaque nacional após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostraram o acusado deixando a residência em uma motocicleta, levando o corpo da vítima até uma região de mata, onde foi abandonado. O local onde o corpo foi encontrado fica a cerca de 400 metros do imóvel onde o crime aconteceu.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Sinop apontaram que o crime ocorreu após uma discussão entre o casal. Conforme apurado pela Polícia Civil, Bruna foi morta dentro da residência. Em seguida, o acusado tentou ocultar o corpo e deixou a cidade.

Após o crime, Wellington teria limpado o local, contratado um frete para retirar seus pertences e fugido de Sinop. Ele foi preso no dia seguinte, em 3 de junho de 2024, no município de Nova Maringá, onde estava escondido em uma casa.

Em depoimento à polícia, o réu confessou o crime e alegou que estava sob efeito de álcool e drogas. A Polícia Civil também confirmou que ele já possuía registros anteriores relacionados à violência doméstica no estado de Alagoas. Segundo a investigação, o relacionamento entre Wellington e Bruna era recente e não havia união formal entre os dois.

O julgamento deve reunir familiares, autoridades e representantes da sociedade civil, diante da gravidade do caso e da expectativa por justiça.

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