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Para tentar reduzir pena, autor da Chacina de Sinop alega que sofreu “chacota”

Para tentar reduzir pena, autor da Chacina de Sinop alega que sofreu “chacota”

Chacina

Para tentar reduzir pena, autor da Chacina de Sinop alega que sofreu “chacota”

Edgar Ricardo de Oliveira é réu por sete homicídios qualificados; crime aconteceu em 27 de fevereiro

A defesa de Edgar Ricardo de Oliveira, um dos autores da chacina que resultou na morte de sete pessoas em Sinop, pediu à Justiça o afastamento de quatro qualificadoras dos crimes de homicídio para tentar diminuir sua pena.

O crime aconteceu no dia 21 de fevereiro, último dia de Carnaval, em um bar da cidade. Edgar é réu confesso por sete homicídios qualificados (motivo torpe, meio cruel, perigo comum, recurso que dificultou a defesa das vítimas, vítima menor de 14 anos, concurso de pessoas, emprego de arma de fogo e concurso material).

A defesa afirmou ser extremamente questionável a qualificadora de motivo torpe, uma vez que, segundo o advogado, o acusado no momento em que praticou o crime, encontrava-se sobre “estado de fúria”.

Conforme a defesa, Edgar disse que “as vítimas começaram a falar sobre sua atual mulher, pois perceberam que ao falar das ex-companheiras não conseguiam atingi-lo emocionalmente. Que chegaram a comentar ‘será que esse filho é dele, será que não é meu não?’, referindo-se à gravidez da sua atual esposa”.

“Feitas as considerações acima, é evidente que o acusado estava apenas exercendo o seu papel de chefe de família e defendendo a honra da sua esposa após ser alvo de diversas ‘chacotas’ por parte das vítimas, motivo pelo qual ficou dominado por uma violenta emoção, devido à injusta provocação das próprias vítimas, com exceção da criança de 12 (doze) anos”, escreveu a defesa.

Quanto às qualificadoras de meio cruel com resultado de perigo comum, a defesa sustentou que o assassino utilizou do único instrumento (espingarda) que possuía à sua disposição para ceifar a vida das vítimas, o, que segundo o advogado, demonstra que em nenhum momento possuía a intenção de “provocar um sofrimento inútil para elas.”

Em relação à qualificadora de vítima menor de 14 anos, a defesa sustentou que Edgar não pretendia atingir a adolescente.

“Além disso, o acusado não executou a genitora da criança, que permaneceu a todo momento no bar durante a execução dos delitos, circunstância que nos leva a crer que o acusado também não queria assassinar a menor”.

A chacina 

Edgar e o comparsa, Ezequias Souza Ribeiro, atiraram contra as vítimas após perderem apostas de sinuca. Ezequias morreu em confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

No outro dia, Edgar se entregou à Polícia.

As vítimas foram identificadas como: Larissa Frasão de Almeida, de 12 anos; o pai dela, Getúlio Rodrigues Frasão Júnior, de 36; Orisberto Pereira Sousa, de 38; Adriano Balbinote, de 46; Josué Ramos Tenório, de 48; Maciel Bruno de Andrade Costa, de 35; e Elizeu Santos da Silva, de 47.

Fonte: Thaiza Assunção I Mídia News

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