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Nova lei pode obrigar troca de todas as placas de veículos no Brasil

Nova lei pode obrigar troca de todas as placas de veículos no Brasil

Mudanças

Nova lei pode obrigar troca de todas as placas de veículos no Brasil

Projeto que obriga Placa Mercosul a exibir cidade e estado avança no Congresso

Detran-RJ/Divulgação

As placas no padrão Mercosul podem passar por nova mudança no Brasil. O projeto que tenta restabelecer a identificação do município e do estado de registro do veículo é o PL 3.214/2023, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC).

O texto altera o Código de Trânsito Brasileiro para que a placa volte a informar município, estado e também a bandeira da unidade da Federação.

Se a medida for aprovada, os proprietários de carros, caminhões, ônibus e motocicletas poderão ser obrigados a trocar mais uma vez a placa de modo a exibir a unidade da federação e o município de registro do veículo.

Uma nova troca para todos os veículos

O argumento é que a volta dessas informações ajudaria na fiscalização e na identificação mais rápida da origem do veículo por agentes de trânsito e forças de segurança em casos de infrações, furtos, roubos e outros crimes. Esse é o ponto usado pelo Senado para defender o projeto desde sua tramitação inicial. 

Se o projeto virar lei, no entanto, a mudança não seria imediata. O texto aprovado no Senado prevê que a norma só entrará em vigor um ano após a publicação da lei.

Mesmo assim, se a medida for aprovada, os motoristas teriam mais um custo ao voltar a encomendar placas no padrão Mercosul, mas com cidade e estado estampados de forma visível.

A proposta já foi aprovada no Senado. Primeiro passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em abril de 2024 e depois pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho de 2024. Como não houve pedido para votação em Plenário naquela Casa, o projeto seguiu para a Câmara dos Deputados.

Na Câmara, a tramitação andou mais recentemente. O PL foi distribuído às comissões de Viação e Transportes, de Constituição e Justiça e de Cidadania, em regime de prioridade e com apreciação conclusiva pelas comissões. Na prática, isso significa que o texto não precisa necessariamente passar pelo Plenário da Câmara, salvo se houver recurso.

O avanço mais novo ocorreu em 8 de abril de 2026, quando a Comissão de Viação e Transportes (CVT) aprovou o parecer sobre o projeto. Com isso, o texto segue para a CCJ da Câmara, que ainda precisa analisá-lo. Se a Câmara aprovar o mesmo conteúdo que saiu do Senado, o projeto poderá ir à sanção presidencial. Se houver mudanças, ele volta ao Senado para nova análise.

Frota com mais de 130 milhões de veículos

Hoje o Brasil tem uma frota de 132,8 milhões de veículos, segundo painel oficial da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) para fevereiro de 2026. Embora isso não signifique que todos precisariam trocar a placa de uma só vez, qualquer mudança no padrão visual de identificação atinge um universo enorme de veículos e toda a cadeia de emplacamento, fiscalização, estampagem e sistemas estaduais de trânsito.

Também há um componente simbólico. A placa Mercosul nasceu com a proposta de padronização regional e reforço de segurança, com uso de QR Code e identificação única.

Em 2018, o governo federal divulgou a regulamentação citando elementos de segurança e identificação automática. Mais tarde, porém, a exigência do chip, que chegou a ser discutida para o sistema, não foi implementada na placa adotada nacionalmente; a regulamentação consolidada do modelo ficou na Resolução Contran nº 780/2019.

Muitas mudanças

A placa brasileira já mudou algumas vezes nas últimas décadas: houve a antiga placa amarela, depois o padrão cinza, e mais recentemente a Mercosul. Agora, o Congresso discute mais uma revisão visual relevante, desta vez para trazer de volta algo que desapareceu no modelo atual: a leitura direta de cidade e estado.

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