O feriado prolongado de Corpus Christi foi marcado por uma série de acidentes graves nas rodovias de Mato Grosso. Entre sexta-feira (5) e segunda-feira (8), pelo menos 15 pessoas morreram em ocorrências registradas em diferentes regiões do estado, envolvendo colisões frontais, capotamentos, saídas de pista e atropelamentos.
Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que, durante a Operação Corpus Christi 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, foram registrados 35 sinistros de trânsito nas rodovias federais de Mato Grosso. Desses, cinco acidentes resultaram em seis mortes.
As ocorrências fatais atendidas pela PRF foram registradas nos municípios de São Pedro da Cipa, Sorriso, Guarantã do Norte e Diamantino. Segundo a corporação, as principais causas associadas aos acidentes mais graves foram ausência de reação dos condutores e reações tardias ou ineficientes diante de situações de risco.
Além dos casos registrados nas rodovias federais, outros acidentes fatais ocorreram em rodovias estaduais, elevando para pelo menos 15 o número de mortes no estado durante o feriado.
Entre as ocorrências mais graves está um acidente envolvendo três veículos na MT-358, entre Nova Olímpia e Barra do Bugres, que resultou na morte de seis pessoas, entre elas duas crianças. De acordo com as investigações preliminares, a colisão teria sido provocada por uma tentativa de ultrapassagem malsucedida.
Na MT-240, próximo ao município de Nortelândia, três pessoas morreram após uma colisão envolvendo um automóvel e uma motocicleta. Entre as vítimas estava uma mulher grávida de 28 anos.
Em Sorriso, o empresário Alan Citadella, de 40 anos, morreu após perder o controle da motocicleta que conduzia e colidir contra uma placa de sinalização às margens da BR-163.
Já em Alta Floresta, uma colisão frontal registrada na MT-325 resultou na morte de dois motoristas. Anderson José de Almeida Lage morreu no local, enquanto Ronaldo Dias da Silva chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Outra tragédia foi registrada na BR-364, em Pedra Preta, onde um casal de idosos, de 69 e 72 anos, morreu após o carro em que estava se envolver em uma colisão com dois caminhões.
Ainda durante o período, uma pessoa morreu e outras ficaram feridas após o capotamento de uma caminhonete na MT-100, em Pontal do Araguaia.
Fiscalização intensificada
Durante a operação, a PRF mobilizou 556 policiais em regime de revezamento para reforçar a fiscalização nas rodovias federais do estado.
As equipes realizaram 4.060 testes de alcoolemia, fiscalizaram 7.097 pessoas e 5.778 veículos, além de utilizarem radares portáteis por quase 30 horas de operação. Ao todo, foram registradas 606 imagens de veículos trafegando acima da velocidade permitida.
O balanço também aponta a emissão de 2.443 autos de infração. Entre as irregularidades mais frequentes estão ultrapassagens proibidas, uso de celular ao volante, falta do cinto de segurança, transporte irregular de crianças e infrações relacionadas ao consumo de álcool.
Foram registradas 44 autuações ligadas à alcoolemia, sendo seis por embriaguez confirmada e 38 por recusa ao teste do bafômetro. Seis motoristas acabaram presos por dirigir sob efeito de álcool.
Combate ao crime
Além das ações voltadas à segurança viária, a Operação Corpus Christi também reforçou o combate à criminalidade.
Durante o período, a PRF registrou 31 ocorrências policiais e efetuou 25 prisões. As equipes apreenderam aproximadamente 166 quilos de drogas, entre elas cerca de 130 quilos de skunk em Primavera do Leste e 30 quilos de maconha em Rondonópolis.
Também foram apreendidas munições, mais de 104 metros cúbicos de madeira transportada irregularmente e recuperado um veículo com registro de furto.
Mortes no trânsito seguem em alta
Os números reforçam a preocupação com a violência no trânsito em Mato Grosso. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) apontam que o estado registrou 333 mortes em acidentes de trânsito entre janeiro e abril de 2026.
O mês mais letal foi fevereiro, com 93 mortes. Janeiro e abril aparecem em seguida, ambos com 82 registros. Os dados mantêm Mato Grosso entre os estados com maiores índices de mortalidade no trânsito, evidenciando a necessidade de reforço na conscientização e no respeito às leis de circulação.
Com informações do G1-MT





