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Facções criminosas usam postos de combustíveis para lavar dinheiro em Mato Grosso, revela investigação

Facções criminosas usam postos de combustíveis para lavar dinheiro em Mato Grosso, revela investigação

CRIME ORGANIZADO

Facções criminosas usam postos de combustíveis para lavar dinheiro em Mato Grosso, revela investigação

Com nove estabelecimentos sob suspeita, estado entra na mira de operação nacional do Ministério da Justiça que expõe esquema bilionário de infiltração do crime organizado no setor de combustíveis em 22 estados.

© José Cruz/Agência Brasil

Um levantamento inédito do Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, identificou que nove postos de combustíveis em Mato Grosso estão sob suspeita de ligação com facções criminosas. O estado ocupa a 11ª posição no ranking nacional de infiltração do crime organizado no setor, que abrange 941 estabelecimentos em 22 unidades federativas .​Folha de S.Paulo

As investigações apontam que organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho e Família do Norte utilizam postos de combustíveis para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas. Além disso, há indícios de que milícias também atuem nesse mercado.

Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o setor de combustíveis tornou-se mais lucrativo para o crime organizado do que o tráfico de drogas, devido à alta rotatividade de clientes, grande número de pagamentos em dinheiro e muitas transações sem nota fiscal, facilitando esquemas de lavagem de dinheiro .​

O Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado conta com a participação da Polícia Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Ministério de Minas e Energia. O objetivo é desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, uso de laranjas e adulteração de combustíveis .​

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) intensificou as ações contra o crime organizado, realizando 218 operações integradas entre as forças de segurança de janeiro a dezembro de 2024, um aumento de 67% em comparação com 2023 .​

O avanço das facções no setor de combustíveis acende um alerta para as autoridades e empresários do ramo, que enfrentam concorrência desleal e riscos à segurança econômica. As investigações continuam em andamento, com foco na identificação e responsabilização dos envolvidos.

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