Um levantamento inédito do Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, identificou que nove postos de combustíveis em Mato Grosso estão sob suspeita de ligação com facções criminosas. O estado ocupa a 11ª posição no ranking nacional de infiltração do crime organizado no setor, que abrange 941 estabelecimentos em 22 unidades federativas .Folha de S.Paulo
As investigações apontam que organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho e Família do Norte utilizam postos de combustíveis para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas. Além disso, há indícios de que milícias também atuem nesse mercado.
Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o setor de combustíveis tornou-se mais lucrativo para o crime organizado do que o tráfico de drogas, devido à alta rotatividade de clientes, grande número de pagamentos em dinheiro e muitas transações sem nota fiscal, facilitando esquemas de lavagem de dinheiro .
O Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado conta com a participação da Polícia Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Ministério de Minas e Energia. O objetivo é desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, uso de laranjas e adulteração de combustíveis .
Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) intensificou as ações contra o crime organizado, realizando 218 operações integradas entre as forças de segurança de janeiro a dezembro de 2024, um aumento de 67% em comparação com 2023 .
O avanço das facções no setor de combustíveis acende um alerta para as autoridades e empresários do ramo, que enfrentam concorrência desleal e riscos à segurança econômica. As investigações continuam em andamento, com foco na identificação e responsabilização dos envolvidos.





