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Crescem em Mato Grosso os casos de importunação e assédio sexual

Crescem em Mato Grosso os casos de importunação e assédio sexual

VIOLÊNCIA URBANA

Crescem em Mato Grosso os casos de importunação e assédio sexual

Estatísticas da Polícia apontam que são mais de 800 denúncias de desses dois crimes por ano

Não apenas neste período de Carnaval, mas o ano inteiro as mulheres, crianças e adolescentes precisam estar atentas aos crimes de importunação e assédio sexual.

De acordo com as estatísticas, em Mato Grosso há uma média de 810 ocorrências dessas duas modalidades criminais ao ano.

Em 2024, por exemplo, a Polícia registrou 526 casos de importunação sexual.

No ano seguinte, 2025, subiu para 535. Ou seja, 2% a mais em relação ao ano anterior.

Já o assédio levou, em 2024, 282 mulheres à formalização de Boletim de Ocorrência (BO).

No ano passado, 2025, esse mesmo crime fez com que 275 vítimas adotassem a mesma medida junto aos órgãos das forças policiais.

Esses dois anos analisados, 2024 e 2025, levaram 1.618 vítimas a denunciar assediadores e importadores sexuais, de acordo com dados do Observatório de Segurança Pública (OBS), da Sesp-MT.

Maria Vernani de Abreu, 30, diz que, mesmo dois anos depois de denunciar o assédio que sofreu, ainda vive sob o medo de fazer amizade.

“Tenho dificuldades de me aproximar de homens, desde que passei por essa situação de crime de assédio”, conta ela.

Na época, observa, trabalhava em uma pequena loja de confecções.

O assediador, um homem casado, pai de três crianças, morava em um condomínio próximo ao local de trabalho de Maria.

“Ele fez uma compras na loja e, a partir daí, parava diariamente na loja, segundo ele, para ver seu eu estava bem”, narra.

Ela conta que o atendia educadamente, até a tarde em que o homem a abraçou e tentou beijá-la na boca.

“Afastei-me rispidamente dizendo NÃO de maneira firme. Ele reagiu com surpresa, como se não atendesse minha rejeição”, relata.

Após isso, o sujeito ligou na loja pedindo desculpas e a convidando para uma conversa na qual se explicaria melhor.

Maria diz que o informou que formalizaria um BO e, desde então, não o viu mais.

Esses dois crimes, assim como outras formas de violência às mulheres, estiveram na pauta da reunião da Câmara Temática de Defesa da Mulher (CT Mulher).

Realizada em Cuiabá, a CT-Mulher debateu diretrizes e projetos para padronizar e ampliar o atendimento às vítimas de violência doméstica em 2026.

Paralelamente à reunião, o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Cetrap) lançou a campanha ‘“Pule, brinque e cuide”, voltada à proteção de crianças e adolescentes, durante o Carnaval.

“Durante as festas de Carnaval, desacompanhadas dos pais ou quando se afastarem deles, as crianças e os adolescentes podem se tornar alvos fáceis dos criminosos”, diz a coordenadora do comitê, Roberta Arruda.

De acordo com ela, as ações de orientação vão acontecer na Baixada Cuiabana, abrangendo Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço e Chapada dos Guimarães.

Canais de denúncia100 e 180 (nacionais) e 190 e 181 (estaduais).

Fonte: Diário de Cuiabá

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