A Polícia Federal indiciou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, por envolvimento em um esquema de manipulação de apostas esportivas. A investigação aponta que o jogador teria forçado a aplicação de cartões amarelos durante uma partida contra o Santos, em 1º de novembro de 2023, pelo Campeonato Brasileiro, com o objetivo de beneficiar apostas feitas por familiares e amigos.
Segundo a PF, o atleta recebeu um cartão amarelo aos 50 minutos do segundo tempo por falta em Soteldo e, em seguida, foi expulso após reclamar com o árbitro Rafael Rodrigo Klein . As apostas suspeitas foram realizadas por seu irmão, cunhada e prima, que teriam lucrado com a advertência recebida pelo jogador .
Mensagens trocadas entre Bruno Henrique e seu irmão, obtidas pela PF, indicam que o jogador teria conhecimento das apostas e colaborado com o esquema. Em uma das conversas, o irmão menciona a necessidade de tomar o terceiro cartão amarelo, e o atleta responde que isso ocorreria na partida contra o Santos.
A investigação teve início após alertas de casas de apostas sobre movimentações atípicas relacionadas a cartões amarelos em jogos do Flamengo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também contribuiu com informações que levaram à abertura do inquérito .
Além de Bruno Henrique, outras dez pessoas foram indiciadas, incluindo familiares e amigos próximos. Eles podem responder por crimes como fraude em competição esportiva e estelionato, cujas penas variam de dois a seis anos de reclusão.
O Flamengo emitiu nota oficial afirmando não ter sido comunicado oficialmente pelas autoridades, mas reiterou seu compromisso com o cumprimento das regras de fair play esportivo e a defesa do princípio da presunção de inocência .
O caso ganhou repercussão internacional, sendo destacado por veículos estrangeiros como um escândalo envolvendo manipulação de resultados no futebol brasileiro .
Bruno Henrique, que recentemente renovou contrato com o Flamengo até dezembro de 2026, com salário estimado em R$ 1,8 milhão por mês, ainda não se pronunciou sobre o indiciamento.
A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) também analisa o caso, e o jogador pode ser suspenso ou até banido do futebol, conforme prevê a legislação esportiva brasileira.





