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Conselho municipal de Educação isenta professor afastado após “aula polêmica” em Alta Floresta

Conselho municipal de Educação isenta professor afastado após “aula polêmica” em Alta Floresta

Conteúdo sexual

Conselho municipal de Educação isenta professor afastado após “aula polêmica” em Alta Floresta

Parecer aponta que docente apenas seguiu diretrizes da Secretaria e recomenda reintegração imediata dos profissionais

O Conselho Municipal de Educação de Alta Floresta (CME-AF) emitiu, no dia 29 de agosto, o Parecer nº 02/2025, que inocenta o professor afastado da Escola Municipal Jardim das Flores após ministrar aula sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) para alunos do 5º ano.

O afastamento do docente ocorreu depois que o pai de uma estudante publicou um vídeo nas redes sociais criticando uma atividade de Matemática que trazia a seguinte questão: “Se uma pessoa usa preservativos em 80% das relações sexuais e tem até 10 relações por mês, quantas vezes ela usou preservativo?”

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O parecer técnico-pedagógico do CME concluiu que o professor apenas seguiu as Diretrizes Curriculares Municipais, que na página 314 preveem o ensino do tema ISTs para turmas do 5º ano. “O professor […] apenas foi zeloso e cumpriu normalmente com sua obrigação aplicando o conteúdo estabelecido pela mantenedora”, aponta o documento.

Além de inocentar o professor, o Conselho responsabilizou diretamente a Secretaria Municipal de Educação, por ser a instância competente para definir conteúdos obrigatórios. Dessa forma, segundo o CME, não caberia culpar ou punir docentes, coordenadores ou diretores escolares.

Recomendações do Conselho

O parecer apresenta 15 recomendações à Secretaria de Educação. Entre elas:

  • Retratação pública, retirando a culpabilidade atribuída aos profissionais.

  • Reintegração imediata dos servidores afastados.

  • Anulação dos processos administrativos abertos sem respaldo legal.

  • Apoio psicológico aos profissionais envolvidos.

  • Diálogo institucional com o pai da estudante.

  • Acompanhamento multidisciplinar da turma, para avaliar possíveis impactos do episódio.

Reação da Prefeitura

Segundo reportagem da Rádio Progresso, a secretária municipal de Educação, Lucinéia Martins de Matos Mazzoni, afirmou que a situação gera preocupação, já que o Conselho tem membros ligados à própria pasta. Ela também destacou falhas de comunicação e disse que a Prefeitura avaliará possíveis providências contra o posicionamento do CME.

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