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Mato Grosso sai na frente na exportação de DDG com abertura de mercado chinês

Mato Grosso sai na frente na exportação de DDG com abertura de mercado chinês

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Mato Grosso sai na frente na exportação de DDG com abertura de mercado chinês

Articulação do Governo Estadual e parcerias com gigantes do setor garantem protagonismo mato-grossense em nova fase do agronegócio

A China oficializou nesta terça-feira (14), durante o evento Diálogo Brasil-China sobre Segurança Alimentar, a abertura de mercado para o DDG (grãos secos de destilaria com solúveis) brasileiro. O produto, utilizado como ração animal, é um subproduto da produção de etanol e tem como um dos principais polos de origem o estado de Mato Grosso, que agora assume a dianteira nesse novo capítulo do comércio internacional.

Graças a uma articulação antecipada da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Mato Grosso se destacou ao promover, ainda em abril, a assinatura de três memorandos de entendimento com o grupo chinês Donlink, interessado na importação de pulses (gergelim e feijões) e, principalmente, do DDG mato-grossense. Os documentos foram firmados com a Acemat (Associação dos Cerealistas de Mato Grosso) e a Bioind (Associação das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso).

“Mato Grosso foi precursor ao apresentar o potencial do estado a grandes grupos chineses como a Donlink e a Haid Group, maior empresa de ração animal da China. Agora, colhemos os frutos com a abertura desse novo mercado”, afirmou a Sedec.

A China, maior mercado consumidor do mundo, agora abre suas portas para o DDG brasileiro, colocando Mato Grosso — maior produtor nacional de etanol de milho — em posição estratégica como fornecedor de destaque.

Além do DDG, a abertura inclui pulses, com destaque para o gergelim branco, conforme explicou Zhao Yi, engenheira-chefe da Associação Nacional de Grãos da China. Com mais de 900 milhões de consumidores na classe média, o país asiático vê o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos para os próximos 50 anos.

O presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, comemorou o avanço. “Até agora, apenas os EUA exportavam DDG para a China. Isso representa um marco para nosso setor e uma oportunidade de alavancar a produção mato-grossense”, afirmou.

No setor do algodão, a China também já é o principal destino das exportações brasileiras, com Mato Grosso responsável por 70% da produção nacional. Segundo Marcelo Duarte, diretor da Abrapa, o Brasil saltou de 6% para 40% do mercado chinês em apenas seis anos.

A atuação da Sedec como ponte entre produtores e compradores internacionais reafirma a posição de Mato Grosso como protagonista do agronegócio global, agora com presença ampliada no maior mercado do planeta.

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