A Polícia Civil deflagrou uma operação para desarticular uma organização suspeita de envolvimento com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Distrito Federal, Goiás e Tocantins. Doze investigados foram presos durante a ação.
As investigações começaram em março do ano passado, após um idoso de 68 anos, morador do Distrito Federal, tirar a própria vida depois de contrair um empréstimo com integrantes do grupo. Segundo a polícia, ele teria sido ameaçado e pressionado durante as cobranças, que envolviam juros de 20% ao mês.
De acordo com a investigação, em apenas cinco meses de monitoramento, o grupo teria movimentado cerca de R$ 10 milhões. Os suspeitos utilizavam o chamado esquema “pinga-pinga”, no qual o dinheiro é emprestado à vítima e o pagamento das parcelas é feito diariamente aos agiotas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam armas, munições, veículos de luxo, documentos, registros de cobranças e listas de supostos devedores.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil acredita que outras pessoas também possam ter sido vítimas do grupo e orienta que quem tenha sofrido ameaças ou cobranças procure uma delegacia para registrar a denúncia.
Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, apontada pela investigação como integrante da organização, ainda não foi localizada e é considerada procurada. Informações que possam ajudar a localizar a investigada podem ser repassadas, de forma sigilosa, pelo Disque-Denúncia 197.
Embora emprestar dinheiro não seja crime, a agiotagem é proibida por lei quando envolve cobrança de juros abusivos, exploração econômica e outras práticas ilegais na concessão e cobrança dos empréstimos.





