Uma estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Verônica Lorga de 19 anos criou um teclado musical de bananas. O projeto foi criado durante uma oficina sobre o hardware Arduino, realizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de engenharia elétrica da UFMT.
Verônica conta que quando a banana é tocada e faz uma variação que é transportada para o Arduino. “Quando a banana é tocada, a resistência varia e os valores de tensão que é lida pelas portas do Arduino também irão variam significativamente. Então, quando o sinal é mandado, o alto-falante tocará uma determinada nota que representa cada banana”, explicou.
Além de Verônica que teve a ideia do teclado, participaram do projeto os alunos Jhom Leyven, Daniel da Costa Viana filho e Richard Rodrigues Esperidião de Sá.
O projeto é feito com Arduino que é uma placa com microcontrolador, que facilita a programação e é facilmente incorporada a outros circuitos, que passa a informação para uma espécie de alto-falante chamado de buzzes. “O arduíno é barato e também de fácil uso, normalmente é usado para os projetos de baixo orçamento como o do teclado”, relata o estudante Jhom Leyven.
Ela ainda no quarto semestre do curso de engenharia elétrica não tinha experiência com a parte prática, foi apenas na oficina que ela teve a sensação de criação. “É um momento que tive a sensação de criação, de fazer algo diferente e importante. Mesmo sendo simples é algo que fiz com as minhas mãos e com meus amigos. Agora só falta aprender tocar teclado. Estou na parte teórica do curso, muita matemática, muita gente pensa em desistir neste período”, disse Verônica.
Conforme Verônica, a oficina durou uma semana com cinco aulas de quatro horas e no final da oficina deveria ser criado um projeto baseado no que foi aprendido. “ O Richard falou sobre fazer algo com latinhas, porém com falta de recursos. Mas ai dei a sugestão de fazer com banana então, pegávamos bananas do Restaurante Universitários e decidimos fazer o projeto”, conta a estudante.
Segundo Richard Rodrigues, o PET é muito importante para eles, pois durante os primeiros semestres do curso não são trabalhadas a atividade de desenvolver as suas habilidades práticas. “Temos disciplinas muito pesadas em cálculos e temos que ser estimulados, estudamos o dia todo números no início do curso. O PET estimula a descobrir nossas habilidades”, finaliza.
Daniel diz que muitos alunos desistiram da oficina. “Nós trabalhamos duro, muita gente desistiu da oficina pois, tempos de prova e a oficina ia pesando. Pode ser pouco este trabalho, mas é gratificante”, finaliza.





