A nova variante da Covid-19, conhecida como XEC, já circula em território brasileiro. Segundo dados da Fiocruz, os primeiros casos foram detectados no Rio de Janeiro em setembro. Posteriormente, São Paulo e Santa Catarina também notificaram infecções pela variante, que é uma mutação da Ômicron.
A XEC provoca sintomas leves a moderados e foi incluída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na categoria de monitoramento. Isso significa que, embora o risco de casos graves seja considerado baixo, a probabilidade de disseminação é alta, o que exige atenção.
O cenário epidemiológico do país traz preocupação. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2024 já foram registrados 38.953.500 casos confirmados de Covid-19 e 713 mil mortes pela doença. Esses números superam os de todo o ano de 2023, evidenciando uma nova onda de infecções.
Uma das principais preocupações é a baixa adesão à vacinação, especialmente entre os grupos de risco. Devem receber a vacina anualmente crianças entre 6 meses e 4 anos, pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos, gestantes, indígenas e outros grupos prioritários. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 90% dessa população, mas, até o momento, menos de 5% estão com o esquema vacinal atualizado.
Especialistas reforçam a importância de manter a vacinação em dia como medida essencial para reduzir o impacto da nova variante e evitar complicações graves.





