Um médico que prestava serviços no Hospital Regional Albert Sabin, em Alta Floresta, acionou a Justiça contra o Estado de Mato Grosso após ser retirado da escala de atendimento da unidade hospitalar. O processo tramita na 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública, em Cuiabá.
Na ação judicial, protocolada nesta semana, o profissional afirma que foi afastado das atividades sem abertura de procedimento administrativo e sem oportunidade de apresentar defesa antes da decisão adotada pela direção do hospital.
Conforme os autos, o médico atuava na unidade havia cerca de cinco meses por meio de empresa terceirizada responsável pela prestação de serviços médicos. Segundo a defesa, o afastamento ocorreu após apontamentos feitos pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), relacionados ao suposto descumprimento de normas internas e condutas consideradas inadequadas no ambiente de trabalho.
Ainda de acordo com o processo, a direção do hospital teria determinado a retirada imediata do profissional da escala médica e proibido sua permanência nas dependências da unidade.
Os advogados sustentam que a medida provocou prejuízos financeiros e impactos à imagem profissional do médico, especialmente em Alta Floresta e região. A defesa argumenta ainda que a divulgação interna do afastamento teria dificultado novas oportunidades de atuação profissional.
Na ação, o médico pede decisão liminar para retornar às atividades no hospital, restabelecimento do acesso às dependências da unidade e suspensão de medidas consideradas pela defesa como constrangedoras sem a devida apuração formal.
O pedido também prevê aplicação de multa diária em caso de descumprimento de eventual decisão judicial favorável. O valor atribuído ao processo ultrapassa R$ 229 mil.
Até o momento, não houve manifestação pública do Estado de Mato Grosso sobre o caso





