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PT entra com ação contra leis de MT que disciplinam criação de escolas militares

PT entra com ação contra leis de MT que disciplinam criação de escolas militares

PT entra com ação contra leis de MT que disciplinam criação de escolas militares

Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso entrou com ação pedindo que a Justiça declare a inconstitucionalidade material das leis 10.922/2019 e 11.273/2020, do Estado de Mato Grosso, as quais, respectivamente, instituíram e regulamentaram programa para a criação ou transformação da rede pública fundamental e ensino médio do Estado de Mato Grosso em escolas militares.

Segundo processo, a lei de 2019 cria “o Programa de Gestão Compartilhada Cívico-Militar para a criação ou transformação de unidades específicas da rede pública de ensino fundamental e médio do Estado de Mato Grosso em Escolas Militares – EMMT e dá outras providências”.
 
A lei de 2020 regulamenta o funcionamento e a criação ou transformação, no âmbito da PM-MT, das Escolas Estaduais da Polícia Militar Tiradentes, e no âmbito do CBM-MT, das Escolas Estaduais do Corpo de Bombeiros Militar Dom Pedro II, no Estado de Mato Grosso.
 
Conforme o PT, na prática, as leis, quando criam ou transformam escolas da rede pública estadual e municipal em escolas militares, na verdade entram em colisão com a Constituição Estadual e a Constituição Federal.
 
O artigo 10 da Constituição Estadual estabelece que Mato Grosso e seus municípios assegurarão pela lei ou atos normativos a efetividade plena de todos os direitos e garantias individuais e coletivos mencionados na Constituição federal. Nesse sentido, de acordo com a Constituição Federal, compete privativamente à União dispor sobre as diretrizes e bases da educação.
 
“Nesse desiderato, as leis n. 10.922/2019 e n. 11.273/2020, ora guerreadas, trazem diversas situações de privilégios e paternalismo proibidas pela Carta Política, além de expressamente tornarem obrigatório o ensinamento das condutas militares, em detrimento à liberdade de pensamento e liberdade pedagógica e, notadamente, à pluralidade de ideias e à tolerância”, diz trecho dos autos.
 
Processo cita ainda que previsão de reserva de vagas a filhos de militares desprestigia os princípios da Isonomia e legalidade, criando distinções e privilégios. Aponta também prática da “expulsão ideológica” daqueles que não concordem com o programa cívico-militar.
 
O PT requer a concessão da medida cautelar para suspender imediatamente a eficácia das leis, interrompendo-se os procedimentos administrativos voltados à implementação do programa cívico-militar. No mérito, o partido requer a procedência desta Ação Direta de Inconstitucionalidade para declarar a inconstitucionalidade material.

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