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Operação combate revenda irregular de gás de cozinha em Mato Grosso

Operação combate revenda irregular de gás de cozinha em Mato Grosso

Operação combate revenda irregular de gás de cozinha em Mato Grosso

A Guarda Municipal de Várzea Grande em parceria com outros cinco órgãos de controle iniciou nesta sexta-feira (02/06) a “Operação Bilha”, com o objetivo de combater a revenda clandestina e irregular de botijões de gás. A ação atende a Lei Federal n°8.176/1991 que define crimes contra a economia e o cumprimento da resolução nº51 de 30/11/2016 da Agência Nacional de Petróleo (ANP) que autoriza a revenda de gás liquefeito de petróleo (GLP) somente por pessoa jurídica e que atenda as normas da resolução. O nome da operação ‘bilha’ remete aos primeiros recipientes adequados para o armazenamento do GLP de forma correta.

No primeiro dia da operação quatro estabelecimentos foram fiscalizados e todos apresentaram irregularidades. “Nenhuma das revendas de gás possuía licença ambiental para funcionamento, três delas não possuíam autorização para transporte de produtos perigosos o chamado MOPP, e uma delas foi considerada clandestina por não possuir nenhuma autorização para funcionar”, informou o secretário municipal de Defesa Social, Alexander Torres Maia.

“No caso do estabelecimento clandestino será lavrado um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil na Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) e a secretaria fazendária tomará as medidas cabíveis para interdição. Já nos demais casos cada representante fiscal de órgão presente lavrou seu auto de notificação ou infração, estabelecendo parâmetros para adequação”, relatou.

A “Operação Bilha”, segundo o comandante da Guarda Municipal de Várzea Grande Evandro Homero Dias, foi desencadeada após denúncias feitas pela Associação Mato-grossense dos Revendedores de Gás (AMRGÁS) de que haviam comércios de revendas de forma clandestinas ou irregulares de gás.

O município foi mapeado em cinco grandes regiões. Nesse primeiro momento foi fiscalizado a região do Grande Cristo Rei, a exemplo dos bairros Hélio Ponce de Arruda e Cohab Cristo Rei. A ação segue durante todo o mês de junho pela Guarda Municipal de Várzea Grande em parceria com a Receita Fazendária Municipal, a Delegacia Fazendária Estadual, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM/MT).

Para os integrantes do Corpo de Bombeiros a fiscalização é benéfica, pois favorece as pessoas que andam dentro da lei. “É importante pegar o clandestino não somente para punição, mas também para garantir a qualidade do produto e defende a sociedade de possíveis situações de risco. Um acidente com o armazenamento indevido do produto pode causar grandes danos não só a que armazena como a todos que residem à sua volta”, declarou o primeiro sargento do Corpo de Bombeiros, Saturnino Orivaldo.

De acordo com a lei, os órgãos fiscalizadores com as forças de segurança pública podem cautelarmente interditar total ou parcialmente as instalações e equipamentos utilizados no exercício das atividades e apreender os produtos clandestinos ou com lacres violados. A detenção pode ser de um a cinco anos, além de multa. “Se os botijões estiverem fora do padrão, interditaremos o local”, afirmou o comandante da corporação, Evandro Homero Dias, “a “Operação Bilha” prevê mudança de paradigmas nas operações feitas pela Guarda Municipal para coibir o abuso, estaremos sempre a postos em defesa da sociedade várzea-grandense”, enfatizou o comandante.

Ainda conforme a resolução, o recipiente de gás deve ser vendido com capacidade de até 90 quilogramas e com lacre de inviolabilidade da válvula de fluxo que informa o distribuidor responsável pela comercialização do produto e rótulo do distribuidor, além de ser manuseado por pessoas tecnicamente treinadas.

“O revendedor também não deve condicionar a venda de botijões de gás com outros produtos ou à prestação de outro serviço. O consumidor tem o direito de adquirir somente o gás de cozinha, por exemplo. Estamos verificando in loco a legislação, a documentação, a pesagem, o manuseio, o transporte e o armazenamento, com o objetivo de defender a sociedade”, dizendo ainda que “o armazenamento em locais inadequados ou mesmo o transporte irregular gera enorme perigo, colocando em risco a saúde e a vida de diversas pessoas moradoras das imediações”, explicou o secretário municipal de Defesa Social, Alexander Torres Maia.

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