Pesquisar

Mulher é diagnosticada com leucemia durante processo de emagrecimento em MT

Mulher é diagnosticada com leucemia durante processo de emagrecimento em MT

Mulher é diagnosticada com leucemia durante processo de emagrecimento em MT

Com apenas 33 anos, a auxiliar administrativo, Samira Batista Carrijo de Carvalho, foi diagnosticada com leucemia, quando procurou a ajuda de um endocrinologista para emagrecer. A moradora do Bairro Bela Vista, em Cuiabá, notou que no período de duas semanas, começaram a aparecer nódulos e manchas pelo corpo. No exame de rotina, pedido pelo especialista, saiu o resultado de que ela poderia estar com câncer.

“Antes de sair o resultado eu já estava em uma situação bem crítica, porque mesmo sem o diagnóstico completo, eu já tinha começado a receber todo o tratamento no Hospital de Câncer. Eu tive que tomar muitas bolsas de plaquetas e de sangue”, disse.

O diagnóstico da doença foi em 2021, mas ela só conseguiu entrar na fila de espera pelo transplante de medula óssea, no ano passado. Agora, Samira aguarda um doador compatível para o transplante.

“Eu entrei na fila depois de três protocolos de quimioterapia e estou fazendo acompanhamento periódico que vai durar cinco anos, mas, eu procuro não focar muito na espera, porque lembro que posso adoecer a qualquer momento. O transplante para mim significa uma chance de poder seguir com uma vida normal. Eu trabalho, estudo e tenho dois filhos que dependem de mim, não posso parar para pensar na doença”, explicou.

Neste mês, é realizada a campanha “Fevereiro Laranja”, que busca conscientizar a população sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea.

Foi pensando em pessoas como Samira, que aguardam por um transplante de medula óssea, que o servidor publico, Alisson Pereira da Cunha, de 30 anos se tornou doador.

“Eu me interessei através de entrevistas que eu via na televisão, de pessoas que se cadastravam para fazer a doação de medula e depois que achavam o paciente compatível, a pessoa desistia e o diagnosticado perdia a esperança de ter um doador. É muito difícil achar um doador quando é fora da família, então depois de pesquisas, eu me interessei em ser voluntário”, contou

Alisson é cadastrado no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) desde 2018 — Foto: Cedida

 

Ele fez sua primeira doação em 2018, após dois meses depois de ter feito o cadastro como voluntário. A doação ocorreu em ocorreu em um hospital de Barretos (SP).

“Foi um processo bem tranquilo, saí andando no mesmo dia da cirurgia. É muito gratificante ajudar uma pessoa sem querer nada em troca, ainda mais quando a pessoa não é da sua família e que você nem conhece”, disse.

Segundo Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), cerca de 68,421 mil pessoas estão cadastradas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

A doença

Leucemia é o nome dado à doença maligna que afeta os leucócitos – células do sangue e da medula óssea responsáveis pela defesa do nosso organismo. Estas células doentes se acumulam na medula óssea, substituindo as células saudáveis.

Os principais sintomas da leucemia são anemia, palidez, cansaço, palpitações, queda da imunidade e maior predisposição a infecções, com febre, mal-estar, diminuição de plaquetas, aumentando a chance de sangramentos e surgimento de manchas roxas pelo corpo.

O diretor de serviço de onco-hematologia do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Dr. Andre Crepaldi, explica que não há uma causa específica para a leucemia, mas que alguns fatores genéticos podem influenciar no diagnóstico da doença.

“Infelizmente não há um exame preventivo, então devemos ficar atentos a qualquer modificação no nosso corpo e qualquer sintoma anormal. Na grande maioria das vezes não há uma causa específica para aquela pessoa ser acometida por uma leucemia, porém a gente sabe que alguns fatores genéticos, por exemplo, pacientes com síndrome de down, apresentam um risco maior de desenvolver leucemia. Existem também alguns fatores químicos, como exposição a alguns tipos de agrotóxicos, mineração, gasolina, indústria química e exposição de benzeno são os fatores mais comuns”, explicou.

Como doar?

Para se cadastrar como um voluntário, é necessário ter entre 18 e 35 anos, não possuir doenças hematológicas ou neoplásicas e não ter doenças infecciosas ou do sistema imunológico. O cadastro é feito a partir da apresentação de documento oficial com foto, da coleta de informações pessoais e da coleta de amostra do sangue.

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários