Mais de três meses após a morte de uma jovem natural de Paranaíta, no norte de Mato Grosso, a família segue sem respostas oficiais sobre o que realmente aconteceu. Jéssica Ferreira, de 27 anos, foi encontrada morta ao lado do namorado, o policial militar Gabriel Lopes, no dia 30 de setembro, dentro de um apartamento na cidade de Arujá, no interior de São Paulo. Até o momento, a conclusão do inquérito policial ainda não foi apresentada aos familiares.
A cobrança parte da mãe da jovem, Irislene Andrade Ferreira, que afirma viver uma angústia constante diante da falta de informações. Segundo ela, a família foi informada inicialmente de que o inquérito seria concluído em até 30 dias, prazo que já ultrapassa os 100 dias sem qualquer posicionamento oficial. “Sempre que perguntamos, a resposta é a mesma: que o caso ainda está sendo investigado”, relatou.
Jéssica havia se mudado recentemente para São Paulo, onde iniciou o relacionamento com Gabriel. De acordo com a mãe, o casal foi encontrado morto justamente no dia em que completava um ano de namoro. A principal linha divulgada informalmente aponta para um possível feminicídio seguido de suicídio, versão que Irislene diz não conseguir aceitar sem esclarecimentos conclusivos. “Se foi isso mesmo, o inquérito já poderia ter sido encerrado. Mas não acreditamos que tenha sido assim”, afirmou.
A mãe não descarta a possibilidade de envolvimento de uma terceira pessoa no caso e pede que as investigações avancem de forma transparente. “Como mãe, eu preciso saber o que aconteceu com a minha filha. Isso não vai trazê-la de volta, mas pode nos dar um mínimo de alívio”, desabafou, emocionada. Irislene também relatou o impacto profundo da perda na família, que ainda enfrenta dificuldades para retomar a rotina e lidar com datas comemorativas.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil de Arujá não havia divulgado a conclusão do inquérito nem um prazo oficial para finalização das investigações.





