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Vereador de Peixoto de Azevedo segue investigado por envolvimento no “gabinete do crime”, decide juiz

Vereador de Peixoto de Azevedo segue investigado por envolvimento no “gabinete do crime”, decide juiz

OPERAÇÃO DIAPHTHORA

Vereador de Peixoto de Azevedo segue investigado por envolvimento no “gabinete do crime”, decide juiz

Pedido de Thawe Garimpeiro foi negado, mas o vereador recém-eleito teve valores e notebooks restituídos

O juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, decidiu nesta terça-feira (14) manter Thawe Rodrigues Dorta, o “Thawe Garimpeiro” no polo passivo de uma representação da operação Diaphthora, que investigou uma espécie de “escritório do crime” em uma delegacia de Peixoto de Azevedo (673 km de Cuiabá).

A defesa de Thawe, que foi eleito vereador pelo União Brasil e se tornou presidente da Câmara de Peixoto de Azevedo mesmo sendo investigado, teve o pedido negado de ter seu nome retirado da lista dos investigados da operação. Na mesma decisão, o magistrado autorizou a restituição de valores em espécie e de bens móveis apreendidos, como dois notebooks, mediante comprovação de propriedade e origem lícita.

A argumentação da defesa se baseou no fato de ele ter sido eleito, mas Zibordi explicou que que as investigações ainda estão em andamento e que há necessidade de apuração suplementar de crimes e investigados. Dessa forma, Thawe continuará figurando como réu nessa ação, embora tenha sido excluído de outra ação penal relacionada a operação.

O juiz também determinou que a restituição de valores e notebooks apreendidos durante a operação. Na época, seu sigilo telefônico também foi quebrado.

“Verifica-se também que as extrações dos aparelhos eletrônicos foram finalizadas e restaram deferidas parcialmente a restituição de bens apreendidos, todavia o nome do representado integra o quadro dos investigados na operação DIAPHTORA, cuja investigação não se finalizou sendo portanto de rigor a manutenção do nome do requerente no posso passivo desta representação”, finalizou.

OPERAÇÃO DIAPHTHORA

A Operação Diaphthora foi deflagrada em abril de 2024 para investigar um esquema de corrupção envolvendo policiais civis, advogados e garimpeiros. O ex-delegado Geordan Fontenelle Rodrigues e o investigador Marcos Paulo Angeli foram os principais alvos da operação. Eles foram acusados de receber propina de garimpeiros para liberar bens apreendidos e exigir pagamentos para decisões favoráveis em procedimentos criminais.

Fonte: HNT

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