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Suspeita de matar companheiro é presa em operação da Polícia Civil em Alta Floresta

Suspeita de matar companheiro é presa em operação da Polícia Civil em Alta Floresta

Operação Álibi de Sangue

Suspeita de matar companheiro é presa em operação da Polícia Civil em Alta Floresta

Laudo aponta golpe único de faca com grande força; investigação contesta versão de legítima defesa.

Foto: Guilherme Paes - TV Nativa

A Polícia Civil de Alta Floresta cumpriu, nesta segunda-feira (18), a prisão preventiva da mulher investigada pela morte do companheiro, de 31 anos, ocorrida em 22 de outubro. A ação, denominada Operação Álibi de Sangue, também incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados.

O crime aconteceu na residência da vítima, no Bairro Boa Nova III. De acordo com o Laudo de Necropsia, o homem foi atingido por um único golpe de faca na região supraclavicular. O ferimento teve trajetória oblíqua, transfixando o esterno e alcançando o tronco braquiocefálico. O perito apontou que o golpe foi aplicado com “força considerável”, causando hemorragia interna maciça e levando a choque hipovolêmico agudo.

Segundo a investigação, após uma discussão, a suspeita teria desferido o golpe e deixado o local, relatando o ocorrido a familiares. Ela se apresentou à Delegacia dois dias depois, acompanhada de defesa, alegando legítima defesa. Entretanto, os policiais não identificaram lesões na mulher nem sinais de luta no ambiente. Para os investigadores, a dinâmica e a profundidade do golpe não são compatíveis com a versão apresentada.

Depoimentos colhidos pela equipe indicam ainda um histórico de conflitos entre o casal. Um familiar relatou que a apresentação tardia da suspeita teria sido planejada para evitar a prisão em flagrante.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após representação do delegado André Victor de Oliveira Leite. A decisão considerou a gravidade do crime, o risco de interferência nas investigações e o fato de familiares terem omitido o paradeiro da suspeita no dia do crime, além da não entrega do aparelho celular, considerado peça fundamental na apuração.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e possíveis tentativas de obstrução ao inquérito.

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