Mato Grosso reforçou sua posição de destaque no cenário energético nacional ao figurar entre os estados com maior número de projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) aptos a disputar espaço nos próximos leilões de energia do país. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apontam que o estado ocupa a terceira colocação no ranking nacional, com 50 empreendimentos em fase avançada de desenvolvimento.
O levantamento foi divulgado após a ANEEL iniciar uma nova etapa de acompanhamento dos projetos em tramitação. Por meio do Ofício Circular nº 05/2026, a agência notificou empresas do setor para que comprovem o andamento dos processos de licenciamento ambiental e de obtenção das outorgas de uso dos recursos hídricos.
A medida alcança empreendimentos que possuem o chamado Despacho de Regularidade do Sumário (DRS) com validade até dezembro de 2026. As empresas notificadas precisam apresentar informações atualizadas à agência dentro do prazo estabelecido para manter seus projetos aptos a participar dos próximos certames.
No cenário nacional, Goiás lidera a lista com 64 projetos cadastrados, seguido por Minas Gerais, com 55. Mato Grosso aparece logo na sequência, à frente de estados tradicionalmente fortes no setor hidrelétrico, como Paraná, com 41 projetos, e Santa Catarina, com 36.
Para especialistas do segmento, a iniciativa da ANEEL sinaliza a preparação do mercado para os próximos leilões de contratação de energia, especialmente o Leilão A-5 previsto para o segundo semestre de 2026. A expectativa é de que o certame fortaleça a participação de empreendimentos de menor porte na matriz energética brasileira.
As Pequenas Centrais Hidrelétricas são consideradas estratégicas para a expansão da geração de energia limpa e renovável. Com capacidade instalada de até 50 megawatts, essas usinas contribuem para a segurança do Sistema Interligado Nacional ao fornecer energia firme em períodos de maior demanda, especialmente nos horários em que a geração solar apresenta redução de produção.
Além do potencial energético, o crescimento do setor é visto como uma oportunidade para atrair investimentos, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento regional, consolidando Mato Grosso como um dos principais polos brasileiros para projetos ligados à transição energética e à expansão sustentável da infraestrutura elétrica.





