Um homem identificado como Adailton Mateus, acusado de envolvimento na morte de uma menina de 12 anos, grávida, era morador de Alta Floresta no Mato Grosso. O indiciado, preso juntamente com a mãe da garota, foi apontado como pessoa que orientou a mãe da adolescente a pegar ervas e em um ritual realizado durante à madrugada em um ‘terreiro’, a garota teria ingerido o líquido preparado para fazer um aborto.
Só que depois de tomar, passou mal e a mãe, ao lado do pai de santo, levaram a menor para o hospital de Joselândia, mas a garota morreu. A genitora não teria informado a história correta do ocorrido, sobre gravidez e tentativa de aborto, mas a equipe médica notou o tamanho da barriga da menina e a Polícia Militar acabou abordando a genitora e o pai de santo que por final confessaram sobre a ‘garrafada de ervas’ na tentativa do aborto que terminou em morte.
Os dois foram presos naquele momento e levados para a penitenciária da cidade de Pedreiras. O caso repercutiu em todo o Brasil e principalmente em Alta Floresta, extremo norte de Mato Grosso onde Adailton Mateus, de alcunha também Grilo, morava até pouco tempo.
Há informes de vizinhos alta-florestenses inclusive de que o local na Avenida Bom Pastor onde ele morava era cenário de muita movimentação à noite inteira. “Era muito barulho. Acho que tinha rituais e a vizinhança tinha medo. Teve uma vez que ele ficou quieto uns seis meses depois que reclamamos, mas depois voltou tudo.
Agora aconteceu essa situação no Maranhão”, contou um vizinho que prefere não se identificar. O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (23), no povoado Tanque, na zona rural da cidade de Joselândia.
Mas o passado na ocasião da morte da menina, foi que a mãe dela, identificada como Eva Rodrigues, viu que a filha estava grávida. O pai da criança seria um homem que frequentava o ‘terreiro’ ou seja, também filho de santo e que conforme orientação do Pai de Santo, a criança não poderia ser gerada, por isso a tentativa de aborto que terminou na morte da criança.
A Polícia Civil do Maranhão também investiga o crime de estupro de vulnerável, já que a vítima só tinha 12 anos de idade.





