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Polícia Civil prende suspeito de abusar de parente por 10 anos em Alta Floresta

Polícia Civil prende suspeito de abusar de parente por 10 anos em Alta Floresta

Prisão preventiva decretada

Polícia Civil prende suspeito de abusar de parente por 10 anos em Alta Floresta

Investigado teve prisão preventiva decretada e vítimas foram acolhidas pela rede de proteção; caso tramita em segredo de Justiça

Delegacia Municipal de Alta Floresta. Foto Divulgação PJC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Atendimento à Mulher e Vulneráveis da Delegacia de Alta Floresta, cumpriu na tarde de sexta-feira (31) um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por crime sexual praticado contra uma pessoa em situação de vulnerabilidade, no contexto de violência doméstica e familiar.

De acordo com as investigações, os abusos teriam começado quando a vítima, que é parente do investigado, ainda era criança e se prolongado por aproximadamente dez anos.

Conforme a Polícia Civil, a vítima era mantida sob constante controle, isolamento e restrições de liberdade. A submissão ocorria por meio de ameaças e agressões direcionadas a outros integrantes da família. Ainda segundo a investigação, o suspeito tratava a vítima como se fosse sua propriedade.

Os policiais apuraram ainda que, ao descobrir que a vítima havia iniciado um relacionamento afetivo, o investigado passou a impor novas restrições ao convívio social e chegou a tentar tirar a própria vida.

A prisão preventiva foi solicitada pela Delegacia de Alta Floresta e autorizada pelo Poder Judiciário. Após a ação policial, as vítimas receberam acolhimento e foram encaminhadas para atendimento pela rede municipal de proteção.

O caso tramita em segredo de Justiça. Em razão da proteção às vítimas, a Polícia Civil não divulgará nomes, imagens, endereços, grau de parentesco ou qualquer informação que possa permitir a identificação das pessoas envolvidas.

A Polícia Civil reforça que denúncias de violência podem ser feitas pelos telefones 197 (Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher), 100 (Direitos Humanos) ou 190 (Polícia Militar). As denúncias podem ser realizadas de forma anônima.

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