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Polícia Civil investiga médico e enfermeiro por suspeita de uso irregular de medicamentos em MT

Polícia Civil investiga médico e enfermeiro por suspeita de uso irregular de medicamentos em MT

Operação Salus

Polícia Civil investiga médico e enfermeiro por suspeita de uso irregular de medicamentos em MT

Mandados de busca apreenderam medicamentos, receituários, documentos e equipamentos eletrônicos; investigação apura possível uso de estrutura e insumos do SUS

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Salus para investigar possíveis irregularidades envolvendo o uso de medicamentos, equipamentos e insumos de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Barra do Garças, a 516 quilômetros de Cuiabá.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no município e em outra cidade, que não foi informada pelas autoridades.

Segundo a Polícia Civil, a investigação tem como alvos um médico e um enfermeiro que atuavam na unidade de saúde. Eles são investigados, em tese, por possíveis crimes de peculato, falsificação e corrupção, além de adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.

A apuração busca esclarecer uma possível comercialização clandestina de medicamentos e a realização de aplicações de substâncias dentro da unidade pública, incluindo medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

A suspeita é de que a estrutura da UBS e insumos pertencentes ao Sistema Único de Saúde (SUS) possam ter sido utilizados de forma irregular. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais realizaram buscas em consultórios, salas de trabalho e locais destinados ao armazenamento de medicamentos.

Foram apreendidos medicamentos, substâncias injetáveis, receituários, documentos, registros administrativos, anotações e comprovantes de pagamentos. Também foram recolhidos celulares, computadores, notebooks, tablets, mídias digitais e outros equipamentos que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.

O material eletrônico apreendido poderá passar por análise pericial, dentro dos limites autorizados pela Justiça.

As investigações continuam para identificar a origem e a destinação dos medicamentos e insumos, verificar se houve utilização irregular de recursos públicos e esclarecer a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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