Mato Grosso manteve, pelo quarto ano consecutivo, a classificação A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), avaliação realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Estado também avançou para a segunda posição nacional em Solidez Fiscal, conforme o Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Os resultados, referentes aos dados fiscais de 2025, refletem a situação das contas públicas e a capacidade do Estado de manter seus compromissos financeiros e realizar investimentos.
Na avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional, Mato Grosso recebeu nota A nos três indicadores da Capag: Endividamento, Poupança Corrente e Liquidez. O Estado também obteve nota A no Indicador da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal (ICF), garantindo novamente a classificação final A+, considerada a nota máxima da avaliação.
A Capag é utilizada para analisar a situação fiscal dos estados e, entre outras finalidades, verificar a capacidade de contratação de operações de crédito com garantia da União. Uma boa classificação indica maior capacidade de manter as contas equilibradas, cumprir compromissos e planejar investimentos.
No Ranking de Competitividade dos Estados, Mato Grosso também apresentou avanço. O Estado deixou a terceira colocação e passou para a segunda posição nacional no pilar de Solidez Fiscal, recuperando a vice-liderança.
De acordo com a Secretaria Adjunta do Tesouro Estadual (Sate), o resultado está relacionado a medidas adotadas desde 2019 para reorganizar as contas públicas. Entre as ações estão a reestruturação da dívida, mudanças na legislação fiscal e tributária, controle de despesas, recuperação da liquidez e fortalecimento da gestão fiscal.
Para o secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, a manutenção da classificação demonstra a continuidade do equilíbrio das contas estaduais.
Segundo a Secretaria de Fazenda, o cenário fiscal permite ao Estado manter serviços públicos, cumprir compromissos financeiros e preservar a capacidade de investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública.
A trajetória representa uma recuperação da situação fiscal de Mato Grosso iniciada em 2019, quando o Estado ocupava posições menos favoráveis nos indicadores nacionais. Desde então, passou a figurar entre os estados com melhor desempenho fiscal do país.





