Mais duas denúncias oferecidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco Ambiental), resultantes da operação Polygonum, foram recebidas pela Justiça, subindo para quatro o número de ações penais e 17 denunciados. Em todas elas, o ex-secretário estadual de Meio Ambiente, André Luis Torres Baby, e o ex-superintendente de Regulação e Monitoramento Ambiental, João Dias Filho, figuram como réus. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ainda aguarda o recebimento de outras cinco denúncias.
A operação Polygonum, deflagrada em 2018, trouxe à tona um esquema dentro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente que legitimava polígonos de desmatamentos criminosos em áreas rurais não consolidadas. Com o uso de meios fraudulentos, áreas para o uso alternativo eram ampliadas. A organização, conforme o MPMT, fraudava o Sistema Mato-grossense dos Cadastros Ambientais Rurais (SIMCAR).
Nas duas últimas denúncias recebidas pela Justiça, foram envolvidos cadastros ambientais rurais das fazendas Conquista e Santiago. Em ambos os casos, foram concedidas prioridades indevidas para análises dos documentos, com aprovações de laudos de áreas consolidadas falsos.
O grupo foi denunciado pelo Ministério Público por constituição de organização criminosa e por terem falsificado ou adulterado documento público. Também vão responder pelo fato de terem se aproveitado da condição de funcionários públicos para colaborar com interesses criminosos perante a Secretaria de Estado do Meio Ambiente.





