Um homem morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo na noite de terça-feira (22), em uma propriedade rural localizada na região de Quatro Marcos, em Nova Bandeirantes. O caso foi registrado pela Polícia Judiciária Civil (PJC) como homicídio doloso.
A Polícia Civil foi acionada por volta das 21h30 pelo proprietário da fazenda, que informou que um dos funcionários estaria morto no local. Após a confirmação do óbito, a equipe acionou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Alta Floresta.
Conforme o boletim de ocorrência, o proprietário estava em Alta Floresta quando recebeu uma ligação de um dos funcionários. Segundo o relato, o homem informou que a vítima estaria ingerindo bebida alcoólica, reclamando do valor das diárias e manifestando intenção de receber o pagamento e deixar a propriedade.
O proprietário teria informado que providenciaria uma carona para a vítima na manhã seguinte e orientado os envolvidos a permanecerem separados para evitar novos conflitos.
Ainda segundo o registro policial, por volta das 21h49, o proprietário recebeu uma mensagem do suspeito relatando que a vítima teria entrado no quarto portando uma faca. O homem afirmou que efetuou os disparos para se defender e que a vítima havia morrido.
Devido à distância e à dificuldade de acesso à propriedade rural, a equipe policial aguardou a chegada da Politec à delegacia para seguir até o local. As equipes chegaram à fazenda por volta das 4h20 de quarta-feira (23).
Na residência, a porta estava aberta e as luzes permaneciam acesas. A vítima foi encontrada caída no quarto, apresentando perfurações semelhantes às provocadas por disparos de arma de fogo.
Uma faca de cozinha foi localizada na mão esquerda da vítima e recolhida pela perícia. Uma lanterna também foi encontrada no bolso da vítima.
Durante os trabalhos periciais, foram apreendidos dois projéteis de chumbo e uma cápsula deflagrada. Os materiais foram encaminhados para análise.
Uma testemunha que também estava na propriedade foi ouvida pela equipe policial. Segundo o relato, os trabalhadores preparavam a carne de um porco abatido naquele dia e o suspeito estaria ingerindo cachaça.
A testemunha afirmou ainda que houve uma discussão entre a vítima e o suspeito relacionada ao valor das diárias. Segundo o depoimento, o suspeito entrou no quarto e, posteriormente, a vítima também entrou na residência. A testemunha, porém, disse que estava do lado de fora e não presenciou o momento dos disparos.
A identidade oficial da vítima ainda dependia dos procedimentos técnicos. Documentos pertencentes a duas pessoas foram encontrados entre os pertences no imóvel, impossibilitando a confirmação imediata.
Após a perícia, o corpo foi encaminhado pela Politec para Alta Floresta, onde seriam realizados os exames de necropsia e os procedimentos de identificação.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da morte e a versão apresentada pelo suspeito.





