Uma família viveu momentos de terror durante a madrugada desta quarta-feira (15), em Alta Floresta, após um grupo armado invadir uma distribuidora de bebidas e a residência do proprietário. Segundo a Polícia Militar, o crime foi praticado por três homens e uma adolescente de 17 anos, que teria sido usada como “isca” para distrair as vítimas no início da ação.
O roubo ocorreu por volta das 3h40, na Rua E, região central da cidade. O comerciante encerrava o expediente quando a adolescente, loira, entrou no local fingindo ser cliente. Ela mexia em produtos de narguilé e carvão enquanto os comparsas se preparavam para o assalto. Poucos minutos depois, os três homens armados invadiram a conveniência e anunciaram o roubo.
Durante a ação, o empresário tentou reagir, mas foi agredido com coronhadas, socos e chutes. A suspeita ainda tentou apagar as imagens do sistema de segurança, mas os arquivos estavam armazenados na nuvem, o que permitiu à Polícia Civil identificar todos os envolvidos.
De acordo com o delegado João Lucas, responsável pela Divisão de Furtos e Roubos, os criminosos planejavam o crime há dias e contavam com o apoio de um integrante de uma facção criminosa de outro estado, que orientava o grupo por telefone em viva-voz.
“Eles sabiam que a conveniência funcionava até tarde e que havia dinheiro no local. Esperaram o momento do fechamento para agir. Foi um crime arquitetado”, destacou o delegado.
Após o roubo na loja, os assaltantes obrigaram o dono e um funcionário a seguir até a casa da vítima, onde renderam a esposa e continuaram as agressões. O grupo realizou transferências bancárias, saques e empréstimos via Pix, utilizando aplicativos da vítima, totalizando mais de R$ 60 mil em prejuízo.
As vítimas foram amarradas e deixadas em um quarto enquanto os criminosos aguardavam a confirmação das transações. Elas conseguiram se soltar minutos depois e pediram socorro no quartel da Polícia Militar. Um dos homens precisou ser atendido pelo Corpo de Bombeiros após passar mal.
A adolescente foi apreendida horas depois e encaminhada à Delegacia Municipal. Segundo o delegado, ela afirmou ter sido coagida, mas as investigações apontam sua participação ativa no crime. A jovem será apresentada à Justiça para audiência de custódia.
Os três homens já foram identificados, mas continuam foragidos. A Polícia Civil segue com as investigações para capturar os suspeitos e esclarecer o envolvimento da facção criminosa no caso.





