“Se hoje a população não está sendo atendida num todo no que deve ser, então onde está o dinheiro desse município? O que está acontecendo, que nós não conseguimos resposta?”. Com estas indagações a vereadora Elisa Gomes Machado (PDT) de Alta Floresta cobra respostas do Executivo Municipal diante a atual situação política administrativa em que vive o município.
A cobrança da vereadora se aplica principalmente sobre as questões de folha de pagamento de servidores em frequente atraso, falta de repasses à fornecedores, entre outras situações identificadas desde que a promotoria pública apontou a necessidade de redução de gastos e término do “cabide de emprego” que a prefeitura apresenta. A administração municipal, desde o mês de junho do ano corrente, apresentou uma série de situações de falta de pagamentos, se agravando com o apontamento de rescisões de contratos irregulares feito pela promotoria, no total pouco mais de 400 servidores deveriam ser desligados, servidores estes em situação ilegal.
Com parte dos desligamentos acontecendo, a vereadora cobra a situação de servidores comissionados. “E os nomeados, todos que estão aí, é necessário? Esses sim ganham bem. Esses sim ganham muito. Todos são necessários? E com a reforma administrativa, feita a toque de caixa que criou-se mais três secretarias, eram necessárias? Então fizemos estas perguntas pra dizer, 'mostre pra gente um raio-x completo da administração', mas a gente não consegue”.
De acordo com a vereadora, a situação mais incômoda é a falta de clareza e informações prestadas pelo Poder Executivo. Um dos apontamentos feitos pela edil é o balanço apresentado a sociedade a cada quatro meses. “Porquê que quando me mostram lá as nossas contas estão equilibradas, é uma maquiagem então?! Ou, o quê está acontecendo? Nós precisamos dessa resposta”.
Elisa aponta que no Tribunal de Contas do Estado o município de Alta Floresta era apresentado como um município em pleno desenvolvimento, fator que teve mudanças e provoca preocupações, “O nosso município vinha crescendo de uma forma muito bacana, ele está em declínio e isso o promotor disse também naquela reunião com todos nós vereadores, então nós não podemos deixar isso acontecer, porque nós vereadores também somos responsáveis por ajudar esse município a continuar crescendo”.
A vereadora afirma que entre os 13 vereadores foi proposta a aproximação de cada secretário para identificação de dificuldades e possível auxílio por parte dos edis. Situação que também não conseguiu passar de uma simples proposta diante as dificuldades impostas. “Cada vereador aqui tem a intenção de ajudar o município. E ajudar o município a desenvolver, é ajudar o prefeito. Mas a gente não consegue esta abertura, não sei se por parte dele, ou se por parte de quem o assessora”.
A economia visada com os desligamentos de contratados irregulares também foi cobrada pela vereadora, diante o fato de ainda não ser apresentado nenhum balanço. Outro ponto tido como esperança de respostas, apontado pela vereadora, é a prestação de contas que deve ser feita á cada seis meses, e que anda não aconteceu. “Então isso nos deixa bastante tristes e bastante preocupados, porque as respostas nós não conseguimos”, concluiu.





